Manuel Chang mais perto das celas dos EUA



Por Luís Nhachote


Com o julgamento do “calote” marcado para o dia 23 de Agosto, em Nova Iorque, dois dos acusados pelo Grande Juri américa daquele distrito Federal já se adiantaram em “desculpas”.

Tratam de Detelina Subeva e Andrew Pearse. Pearse, um dos quadros do “Credit Suisse” da divisão de Londres foi se apresentar, semana passada em Nova Iorque e aceitar a culpa de ter se beneficiado de 2.5 milhões de dólares em subornos nos artificios que culmiram com a facilitação dos empréstimos ilegais às três empresas, Ematum. MAM e Proíndicus.

O antigo quadro do “Credit Suisse” também aceitou que as autoridades americanas confiscassem os alegados 2.5 milhões de dólares entre outras propriedades. Por ter cooperado, Pearse está sob prisão domiciliar e com pulseira electrónica, autorizado a viajar apenas no troço compreendido entre Londres e Nova Iorque.

Entretanto Jean Boustani o executivo da Privinvest continua a refutar as acusações que pesam sobre si e catologa os moçambicanos envolvidos no calote de não sérios e caloteiros. Com Setelina e Pearse a admitirem seu envolvimento no calote, fica difícil para os restantes, sobretudo para Manuel Chang de escapar das garras da justiça dos Estados Unidos

Da acusação

Em considerações o Centro de Integridade Pública (CIP), apontou que com as revelações constantes da acusação do Grande Juri do District Court de Nova Iorque, Estados Unidos da América, ficou claro que:

“A dívida de mais de 2 mil milhões contraída pelas empresas moçambicanas ProIndicus, EMATUM, e Mozambique Asset Management (MAM), com garantias do Estado, não tinha como base o interesse nacional de garantir a segurança nacional através de um programa de protecção costeira. A dívida resultou de um esquema de corrupção engendrado por colaboradores do banco Credit Suisse - o principal banco credor - e da Privinvest – o principal fornecedor de equipamentos a Moçambique em conluio com um grupo de altos funcionários públicos e políticos moçambicanos; - O Governo Moçambicano não tinha plano nem interesse de contrair tal dívida pois nem sequer tinha plano de desenvolver um programa de segurança costeira. Contraiu a dívida motivado pela oportunidade de receber suborno de milhões de dólares”.

Na acusação está referido que o montante de suborno exigido pelo negociador moçambicano da dívida e pago a favor de membros e funcionários do Governo Moçambicano é de 50 milhões de dólares, apenas na dívida da ProIndicus. Somente com o acordo de que este montante de suborno seria pago é que o Governo aceitaria assinar contratos de contratação da dívida e posteriormente inventou o Sistema Integrado de Monitoria e Protecção (SIMP), que seria executado a partir do dinheiro da dívida. O SIMP não chegou a operar até ao presente momento; - Cerca de 200 milhões de dólares americanos, do total do valor da dívida concedido pelo Credit Suisse (cerca de 1.5 mil milhões de dólares) representando acima de 13%, foi gasto em subornos e comissões ilegais pagos a funcionários e membros do Governo Moçambicano (mutuário), colaboradores do banco Credit Suisse (credor) e da Privinvest (fornecedor de equipamentos de segurança costeira). - O banco Credit Suisse (credor), apesar de não ter sido constituído arguido pela justiça norte-americana, tem responsabilidades enormes na concessão da dívida ilegal a Moçambique. A título de exemplo, retirou das suas condições de crédito a exigência de que a concessão da dívida tivesse Parecer da Procuradoria Geral da República de Moçambique. Retirou igualmente a exigência de que a concessão da dívida a Moçambique fosse comunicada ao Fundo Monetário Internacional. Quer isto significar, rematou o CIP “ que o banco Credit Suisse aceitou que a dívida das empresas moçambicanas fosse secreta e, portanto, ilegal em Moçambique e acima de tudo, regras básicas de procedimentos interno de controlo “compliance” foram MOÇAMBICANOS, ESTA DÍVIDA NÃO É NOSSA! NÃO ACEITEMOS PAGAR! “”

285 visualizações

Subscreva a nossa Newsletter

  • facebook

Ficha técnica

Director Editorial: Luís Nhachote (+258 84 4703860)

Editor: Estacios Valoi 

Redaçao: Germano de Sousa, Palmira Zunguze e Nazira Suleimane

Publicidade: Jordão José Cossa (84 53 63 773) email jordaocossa63@gmail.com

 

NUIT: 100045624

Nr. 149 GABIFO/DEPC/2017/ MAPUTO,18 de Outubro  

Endereço Av. Cardeal Don Alexandre dos Santos 56 (em Obras)

© By BEEI