Maior crise de refugiados depois da segunda guerra mundial exposta no Kulungwana


Uma exposição fotográfica de Autoria de António Cossa que retrata a maior crise de refugiados depois da segunda guerra mundial encontra-se patente na galeria da Associação para o desenvolvimento cultural Kulungwana desde 27 de Junho e vai até 12 de Julho corrente. O fotojornalista moçambicano radicado em Praga, Republica Checa, fotografou o campo de refugiados em Calais, conhecido como a selva, onde os migrantes se esforçam por alcançar o reino Unido.


As 15 fotografias retratam o drama dos refugiados sírios, por causa da guerra que começou em 2011, com um simples protesto contra o regime do presidente Bashar al Assad, marcando o início de um conflito sangrento, que causou já 370.000 mortos. A guerra na Síria, que começou como um mero conflito civil, envolveu gradualmente governos, exércitos e milícias de todo o mundo, causando a pior catástrofe humanitária desde a Segunda Guerra Mundial.

António Cossa narra através nas suas obras aquelas pessoas, por causa guerra, foram obrigadas a buscar noutras partes do mundo um local seguro longe deste grande problema que põe em risco de vida as suas famílias, fazendo-os passar incríveis adversidades para chegar ao destino desconhecido. Para tal, encararam desertos, matas e mares, incluindo máfias que exploram comercialmente o transporte marítimo cruzando o mar mediterrâneo, usando embarcações ilegais e precárias que, não comportando o número de refugiados abordo, em muitos casos acabam naufragando, causando inúmeras mortes.

Para além do número indizível de vítimas, segundo a ONU são mais de 12 milhões de sírios os que necessitam de ajuda humanitária, dentro e fora do país. E o drama para a população civil parece destinado a durar ainda por muito mais tempo. No entanto, o fotojornalista moçambicano começou por documentar a viagem dos refugiados da ilha grega de Lesbos, Macedónia, Sérvia, Hungria, Eslovénia e na fronteira austríaca, passou depois a documentar fotograficamente a crise Rohingya no Bangladesh e na fronteira com Myanmar. O seu primeiro projecto fotográfico foi em Moçambique, em 2002, denominado Tribo Makonde, que teve como objectivo principal perpetuar os ricos hábitos e costumes dessa tribo, as suas impressionantes danças tradicionais, os rituais de iniciação e o artesanato como a identificação do povo e da sua história. Entre 2008 – 2009 trabalhou num novo projecto, “Fé e o sofrimento dos peregrinos de Fátima”, no norte de Portugal. Foi ainda fotógrafo freelancer para os media moçambicanos, internacionais e organizações não-governamentais como o UNICEF e o British Council. No seguimento da sua actividade, o fotógrafo tem sido convidado para palestras em universidades e instituições não-governamentais, a fim de partilhar as histórias e condições de pessoas que são vítimas da pobreza, injustiça e outros aspectos humanitários. Durante a sua carreira, António Cossa teve o privilégio de retratar oficialmente muitas celebridades e figuras públicas, tais como Nelson Mandela, o Dalai Lama, Robert Mugabe, Mike Tyson, Richard Gere, John Travolta, Václav Havel, Jean Rano, Willem Dafoe, B.B. King, Marilyn Manson, Alan Rickman, Isaach de Bankolé, Harvey Keitel, Marlin Strip, Steven Spielberg, Uma Thurman, Steve McCurry e Jeremy Renner. O seu trabalho tem sido mostrado em várias galerias e museus internacionais, como Granada, País Basco, Portugal, Goa/Índia, Moçambique, Alemanha, Itália, Espanha, França e na República Checa

49 visualizações

Subscreva a nossa Newsletter

  • facebook

Ficha técnica

Director Editorial: Luís Nhachote (+258 84 4703860)

Editor: Estacios Valoi 

Redaçao: Germano de Sousa, Palmira Zunguze e Nazira Suleimane

Publicidade: Jordão José Cossa (84 53 63 773) email jordaocossa63@gmail.com

 

NUIT: 100045624

Nr. 149 GABIFO/DEPC/2017/ MAPUTO,18 de Outubro  

Endereço Av. Cardeal Don Alexandre dos Santos 56 (em Obras)

© By BEEI