Médicos Sem Fronteiras encerra centros de saúde devido ao terrorismo em Cabo Delgado


A organização não governamental humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou estar a repensar a sua estratégia para ajudar milhares de pessoas em fuga na província moçambicana de Cabo Delgado, depois de mais um ataque a uma das suas estruturas que a levou a fechar o Centro de Saúde em Macomia.

Segundo a organização médico-humanitária internacional, a população de Cabo Delgado, província no norte de Moçambique, está em fuga desesperada para salvar a vida devido à violência na região, escondendo-se no mato em redor das povoações, sem abrigos nem alimentos nem água potável nem acesso a cuidados de saúde.

No mais recente ataque, a 28 de Maio em Macomia, um grupo armado incendiou casas, lojas, escolas, edifícios religiosos e governamentais e o Centro de Saúde onde a MSF presta apoio médico foi também gravemente danificado. Quando os insurgentes entraram na cidade, a população fugiu para o mato e para as aldeias vizinhas.

No terreno, a trabalhar no Centro de Saúde Macomia a MSF tinha 27 funcionários, que como a restante população se esconderam no mato.

A ONG dá conta do aumento significativo dos ataques desde Março. Diz-se determinada em prestar apoio às populações afetadas, mas reforça que é necessário ter acesso seguro às zonas onde as populações deslocadas pela violência se encontram sem saída.0

Os ataques já levaram a MSF a suspender o apoio médico em Mocimboa de Praia e em Macomia. (Moz24h)

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