Jean Boustani e os 11 meses de prisão preventiva em Nova Yorke: “Não foram fáceis”


“No guilty” (não culpado) foi a deliberação unanime do Juri do tribunal de Brooklyn no cair do pano do caso promovido pela acusação americana contra Jean Boustani, onde este era acusado de tres crimes.

Jean Boustani foi considerado inocente nos Estados Unidos da América por tribunal federal de Nova Iorque, esta segunda-feira.

Jean Boustani, negociador da empresa Privinvest, era acusado pela Procuradoria federal dos Estados Unidos de conspirações para cometer fraude de transferências, fraude de valores mobiliários e lavagem de dinheiro.

O juiz William Kuntz II declarou que o arguido foi "exonerado". O veredicto de inocência foi decidido por unanimidade pelas 12 pessoas do júri responsáveis pela decisão, no julgamento iniciado em 15 de outubro. Depois da decisão, Jean Boustani abraçou os advogados que o representavam e usou da palavra para agradecer, emocionado, ao juiz William Kuntz II, dizendo que os 11 meses que passou em prisão preventiva em Nova Iorque "não foram fáceis".

Durante as audições de julgamento Jean Boustani recordou que foi detido quando se encontrava em viagem com a mulher na República Dominicana. Boustani contou que festejou a "passagem de ano" em Beirute, no Líbano, com a família e amigos, e que se despediu do filho de 5 anos de madrugada, para ir de viagem com a mulher, para a República Dominicana, onde ambos foram detidos pelas autoridades locais.

"Graças a Deus, a minha mulher foi libertada rapidamente", disse Jean Boustani, acrescentando que as autoridades dominicanas lhe garantiram que iria ser enviado de volta para Beirute, com escala em Paris.

Segundo o suspeito, as autoridades dominicanas negaram o pedido de contacto com os empregadores da Privinvest para obter um bilhete de regresso e, em vez disso, recebeu um "bilhete de avião de Santo Domingo para Nova Iorque, sem mais explicações".

Já na manhã de 2 de janeiro, foi "preso pelo FBI", Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos, e "trazido a tribunal" no mesmo dia e encontra-se, desde então, "em custódia" do Governo Federal dos Estados Unidos e numa prisão de Brooklyn.(Moz24h)

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