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Investimento da Exxon no gás moçambicano pode demorar mais dois anos



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Maputo, 20 mar 2021 (Lusa) - O ministro dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique admitiu hoje à Lusa que a norte-americana Exxon Mobil não tomará uma decisão de investimento no projeto Mamba de extração e liquefação de gás natural, no norte, nos próximos dois anos.


"Este projeto não vai seguir [em frente] já, mas estamos a acompanhar os desenvolvimentos. Acreditamos que, dificilmente, nos próximos dois anos possa ser tomada a decisão final de investimento", declarou Max Tonela.


O governante assinalou que as empresas petrolíferas sofreram "elevadíssimas perdas" devido ao impacto da pandemia de covid-19, que obrigaram a reavaliar a sua carteira de negócios.


"O mercado de petróleo teve, derivado da situação de covid-19, perdas enormes" e as empresas averbaram "perdas financeiras elevadíssimas, incluindo a Exxon", destacou o ministro moçambicano.

Moçambique aprovou três projetos para exploração de gás natural ao largo da costa de Cabo Delgado, norte de Moçambique.


Dois projetos de maior dimensão preveem canalizar o combustível do fundo do mar para terra, exportando-o em estado líquido: um é liderado pela Total (consórcio da Área 1) e está a avançar para arrancar em 2024, sendo o outro o projeto adiado da Exxon Mobil e Eni (consórcio da Área 4).


Um terceiro projeto mais avançado e de menor dimensão pertence também ao consórcio da Área 4 e consiste numa plataforma flutuante que vai captar e processar o gás para exportação diretamente no mar, com arranque marcado para 2022.


A plataforma flutuante deverá produzir 3,4 milhões de toneladas por ano (mtpa) de gás natural liquefeito, a Área 1 aponta para 13,12 mtpa e o plano em terra da Área 4 prevê 15 mtpa.


Atualmente, o projeto da Área 1 é o maior investimento privado em curso em África, avaliado entre 20 e 25 mil milhões de euros, e o empreendimento com decisão de investimento pendente da Exxon Mobil e Eni tem dimensão semelhante.


PMA (LFO) // EA


Lusa/Fim

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