Individuo “Q” reconduz Buchili como PGR


Por Luís Nhachote


O Chefe de Estado, Filipe Nyusi, reconduziu ontem Beatriz Buchili no cargo de Procuradora-Geral da República (PGR) para um mandato de mais cinco anos. Buchili chegou ao cargo em julho de 2014, nomeada por Armando Guebuza nos últimos dias da sua chancelaria em substituição do Juiz Augusto Paulino, que renunciou por alegados problemas de saúde.

Filipe Nyusi, que no relatório da firma de auditoria Kroll é referido nos códigos como Individuo “Q”, mantém Buchili num momento crucial em que a credibilidade da PGR é grandemente questionada sobre a sua independência sobre o poder político. A PGR no inicio do ano, a 10 de Janeiro, numa corrida a contra-relógio, pediu as autoridades sul-africanas quem extraditassem para Maputo, Manuel Chang, o antigo ministro das finanças detido naquele pais desde 29 de Dezembro. Este acto “celére” foi visto como subserviência do Ministério Público (MP), em relação ao poder politico.

É atribuida a Beatriz Buchili – e nunca contestou, pelo menos publicamente – uma carta enviada a então embaixadora da Suécia que financiou a auditoria das tres empresas no calote, onde alega que o único empecilho era o Filipe Nyusi “...a nossa principal dificuldade, o envolvimento de Sua Excelência Filipe Jacinto Nyusi, em todo este processo, sendo um dos conceptores e envolvidos em todo o processo”.



De acordo com outras publicações Nyusi, terá sido ouvido na condição de declarante, nas instalações da Presidência da República na qualidade de ministro da Defesa à época em que os empréstimos foram concedidos, tal como dois outros antigos ministros e vários dirigentes.

Beatriz Buchili é Mestre em Direito, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, no Brasil (2007) e Licenciada em Direito, pela Universidade Eduardo Mondlane (1999). É magistrada de carreira, tendo ingressado na magistratura do Ministério Público, em 1994, como Procuradora Distrital.

Exerceu as funções de Procuradora Provincial-Chefe de Cabo Delgado (2001-2005) e de Procuradora Provincial-Geral de Sofala (2008-2011). Em 2011, foi promovida a Sub-Procuradora-Geral Adjunta, junto do Tribunal Superior de Recurso da cidade de Maputo. Ainda em 2011, foi nomeada para, em comissão de serviço, exercer a função de Secretária-Geral da PGR.

A 8 de Novembro de 2011, foi nomeada Procuradora-Geral Adjunta. Na organização interna da PGR estava afecta ao Departamento Especializado Civil. E a 9 de Julho de 2014, Beatriz Buchili foi nomeada para o cargo de Procuradora-Geral da República, função que exerce até aos dias de hoje.

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