Herdeiro da “Luta de Libertação Nacional” detido na posse de cornos de rinoceronte


Por Nazira Suleimane


A detenção no final da manhã fria e cinzenta de ontem, (30/9) de Lucílio Matsinhe, vulgarmente conhecido por “Tchenguela” agitou sectores nevrálgicos do sector das forças de defesa e segurança e algumas redações da comunicação social. Não se tratava de uma detenção comum, mas sim do filho de Mariano de Araujo Matsinhe um respeitado general na reserva que já serviu como ministro da Segurança na chancelaria de Samora Machel. O filho mais velho do velho general hoje mais virado ao descanso e ao empresariado foi detido numa das instâncias hoteleiras da cidade de Maputo e posteriormente transferido para as celas da 2 esquadra da Policia da República de Moçambique (PRM) situada no extremo da avenida Julius Nyerere nas cercanias do Ministério da Defesa e do Palácio da Ponta Vermelha.

O porta-voz do comando da PRM na Cidade de Maputo, Leonel Muchima, disse ontem a comunicação social que o suspeito tem cadastro criminal evidenciado por seu alegado envolvimento em tráfico de espécies faunísticos protegidos por Lei. Muchina disse a detenção do suspeito aconteceu “Depois de um trabalho de investigação, chegamos à conclusão de que este individuo transportava consigo espécies ou derivados de espécies proibidas por Lei, referimo-nos aos cornos de rinoceronte. Este trabalho culminou com a sua detenção e recolha destes materiais quando dirigia-se a uma instância hoteleira. Dados indicam que este individuo é reincidente não só nesta prática de crimes, mas também na falsificação de pedras preciosas. E agora foi encontrado a transportar cornos de rinocerontes”.

Horas depois da detenção de “Tchenguela”, a fotografia que dá corpo a esta pequena peça viralizou nas redes sociais. Nos circulos do poder a agitação era enorme por se tratar do filho de um “libertador da pátria” e, com a presente campanha eleitoral em curso qualquer publicitação teria efeitos coletarais na campanha de Filipe Nyusi e da Frelimo. O Moz24h soube que directivas foram emanadas para algumas redações de modo a “evitar a menção do nome do pai do detido”. Quem acompanhou os noticiários dos jornais da noite de ontem, terá constado quer nos canais publicos e privados dos principais canais de televisão a menção da partenidade do general foi congelada...

O suspeito foi neutralizado quando alegadamente preparava-se para fazer a entrega da “encomenda” a presumível cliente numa das instâncias hoteleiras da Cidade de Maputo. “Tchenguela” quando questionado pela imprensa na 2ª Esquadra sob seu alegado envolvimento, foi peremptório “não vou prestar declarações, peço que respeite a minha posição”.

Os cornos já na posse da Polícia irão ser submetidos a perícia para se aferir o peso e sua autenticidade.

As demarches para a libertação do filho de um homem que “lutou para libertar a terra e os homens” continuavam em alta a até altas horas da noite de ontem a noite já estaria industriada uma versão para inocentar o jovem. Na versão que uma reputada fonte policial nos deu na condição de proteger a sua identidade ““Tchenguela” só tem que dizer que alguém maldoso meteu os cornos na sua pasta sem o seu conhecimento”.

O acto de legalização da sua prisão que deve ocorrer até amanhã irá dar as respostas.

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