Heldér Martins apela à prevenção ou restrições poderão piorar


O médico e antigo ministro da saúde moçambicano Hélder Martins apela a que todos cumpram melhor as medidas de prevenção da covid-19, sob pena de serem necessárias restrições mais difíceis ou até mesmo insuportáveis para a população.

“Há um grande espaço para melhorar as medidas e é preciso fazer isso”, referiu em entrevista à Lusa, a poucos dias de terminar o estado de emergência em Moçambique e depois de o Presidente da República já ter avisado que as novas regras podem manter-se e até agravar-se.

“Há um grande espaço para melhorar as medidas e é preciso fazer isso”, referiu em entrevista à Lusa, a poucos dias de terminar o estado de emergência em Moçambique e depois de o Presidente da República já ter avisado que as novas regras podem manter-se e até agravar-se.

“É preciso melhorar a implementação das medidas”, caso contrário, poderá haver outras “mais constringentes que a ninguém interessa”, disse Hélder Martins.

“Nas condições do nosso país, de muitos outros países africanos e outros na Ásia, que têm condições idênticas, há pessoas que, para comer, têm de sair à rua, trabalhar no mercado informal”, referiu, para concluir que “medidas muito constringentes vão ter consequências para as famílias”.

“É por isso que já disse várias vezes que sou e serei sempre contra o confinamento obrigatório. Mas para que tenhamos sucesso e não nos caia uma situação grave [em cima], é preciso que as pessoas adiram às recomendações oficiais”, sublinhou.

Hélder Martins critica quem se movimenta sem necessidade: “Há pessoas que ainda querem visitar a família no distrito. É preciso aceitar a situação e modificar o comportamento”, disse.

A nível sanitário “não me parece que a situação requeira medidas novas. A implementação [é que] ainda deixa muito a desejar”.

O antigo ministro considera que, para já, o sistema nacional de saúde moçambicano está preparado porque o número de assintomáticos é alto, a vigilância está a funcionar e os meios de saúde estão a postos para responder.

Moçambique tem um total acumulado de _ casos de infeção pelo novo coronavírus, sem mortes e com _ pessoas recuperadas.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, admitiu há uma semana, numa comunicação à nação, tomar medidas mais duras no âmbito do estado de emergência para prevenção da covid-19, se persistir o incumprimento de algumas restrições, nomeadamente, se os níveis de mobilidade interna continuarem altos.

O país vive em estado de emergência desde 01 de abril e até final de maio, com espaços de diversão e lazer encerrados, proibição de todo o tipo de eventos e de aglomerações, recomendando-se à população que fique em casa, se não tiver motivos de trabalho ou outros essenciais para tratar.

Durante o mesmo período, há limitação de lotação nos transportes coletivos com obrigatoriedade do uso de máscaras que se estende à via pública, as escolas estão encerradas e a emissão de vistos para entrar no país está suspensa.

Até ao momento, Moçambique conta 196 doentes infetados. (Moz24h)

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