Guebuza fala das “Dívidas ocultas”



Por Sérgio Cossa


Pela primeira vez, o antigo presidente moçambicano, Armando Emílio Guebuza, respondeu directamente a uma pergunta sobre as chamadas “dívidas ocultas”. Em declarações a um canal de televisão que Armando Guebuza fez questão de reproduzir na sua página da rede social Facebook, ele disse que “ os tribunais são o melhor local para haver um pronunciamento sobre isso. Há muito boato e muita poeira sobre isso”. Para o antigo Chefe de Estado moçambicano, em cuja chancelaria foram contraídas as referidas dívidas, sem observação da legislação, “ há poeira que surge expoentanemente e outra provocada com objectivos escusos”. A terminar Armando Guebuza disse que devia se deixar “ a justiça trabalhar sem interferências”.

As declarações de Armando Guebuza foram feitas pouco tempo depois de Andrew Pearse, antigo gestor da “ Credit Suisse”, ter dito a um tribunal em Nova Iorque que Jean Boustany ( gestor da “ Prinvinvest”) lhe teria dito que pagou 50 milhões de dólares a Ndambi Guebuza. Este último é filho do antigo presidente moçambicano e está detido no processo relacionado com as chamadas dívidas ocultas. Na acusação do Ministério Público, Ndambi Guebuza, é acusado de ter recebido 33 milhões de dólares de Prinvivest. Contudo, o Ministério Público não foi capaz de fazer o rastreio do referido valor. Aliás, algumas correntes de opinião estranham o facto de o próprio Armando Guebuza não ser arguido no processo das chamadas “ dívidas ocultas” visto que era ele que dirigia o país na altura em as mesmas foram contraídas.

Outra grande dúvida deste processo reside no papel que terá tido o actual presidente moçambicano, Filipe Nyussi, na altura ministro da Defesa. Sempre que perguntado sobre o assunto, Filipe Nyussi, tem respostas evasivas com muito nervosismo á mistura.

91 visualizações0 comentário