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Governo assobia para o lado perante fome que esta a roer Palma


Por Estacio Valoi


Passadas mais de três semanas em que o distrito de Palma, norte de Cabo Delgado vem enfrentando momentos difíceis devido a escassez de alimentos básicos face a falta de acesso, terrestre e marítimo devido a suposta permanência dos terroristas no troço Nangade sede a vila de Palma e medo de ataque dos barcos pelo mar finalmente desde ontem viaturas carregadas de alimentos básicos começaram a chegar gota-a – gota ‘a aquele distrito.


Com a impossibilidade de passagem via terreste através do troço Auasse, Mocímboa Palma devido a escalada dos ataques perpetrados pelos terroristas durantes os últimos meses a vias alternativas para viagem, transporte de carga encontradas eram o troço Montepuez, Pundanhar, Nangade até Palma ou via marítima, só que esta ultima não é para todos apenas para a empresa Total e suas congéneres.


“ Todos os navios, batelões para o transporte de carga, principalmente para a construção relacionada com a exploração de gás, logística foram alugados por estas empresas até o final desde ano. Por dia, só de Pemba a Palma, paga-se de 2000, 10.000 mil dólares americanos por carga dependendo do seu volume, dinheiro que um simples comerciante não tem. Muitas das vezes pedimos a própria empresa Total para levar nossos produtos mas recusaram-se. ”


Com os ataques que vêm sido encetados pelos terroristas sobre os ataques Posto Administrativo de Pundanhar, no distrito de Palma, província de Cabo Delgado já desde meados do ano passado, a travessia ate Palma ficou deveras condicionada. ‘ Há carros estacionados no posto administrativo de Nangade, que não podem viajar ate Palma.”


Perante tal cenário o Conselho Empresarial de Cabo Delgado, já estava a mobilizar-se para dialogar no sentido de dar resposta a situação de fome que se vive em Palma, depois de uma advocacia desenvolvida por activistas voluntários da cidade de Pemba.


“Chegaram camiões cavalos via marítima com alimentos Arroz, açúcar, farinha de milho, sabão, trigo, Óleo. Quatro carros foram via marítima usando batelão de cargas desde o porto de Pemba, até aqui. Carregados de produtos alimentares, são carros da companhia North logistic uma empresa de Pemba.


Segundo fontes os produtos alimentares são pertença de um grupo de empresários que por iniciativa própria tiveram que encontrar forma alternativa de transportar seus produtos.


" Alguns empresários ariscaram-se. Compraram os produtos em Pemba e mandar para Palma. A principio petrolífera francesa Total apenas aceitou transportar dois camiões mas os empresários tentaram pedir para o transporte de mais dois, so depois de muita conversa aceitarm. Possivelmente aceitaram transportar os dois camiões devido a pressão da situação da falta de alimentos. Nunca antes tinham aceite sempre recusaram-se a levar produto dos comerciantes” Disse a fonte em Pemba


De tanto silêncio do governo provincial que ainda não disse nada em público, face a situação de falta de abastecimento de produtos básicos em Palma, segundo fontes em Palma os empresários locais fizeram ‘ uma colecta” para pagarem a escolta da sua mercadoria que se encontrava faz semana estacionada em Nangade.


Segunds fontes em Palma e Pemba, foram “ mais de 30 mil meticais pagos aos militares daqui de Palma. Chegaram quatro camionetas de marca Mitsubishi Canter de 4,5 toneladas cada. Carregaram comida por houve contribuição de cada comerciante. Cada loja tirava dinheiro que podia.” Contudo, Palma continua sem alimentos segundo fontes em Palma “O arroz que chegou nessas camionetas acabou mesmo antes de entrar nas lojas.


A situação continua a mesma, os preços ainda altíssimos. Hoje o custo do saco de arroz de 25kg esta a 2,000,00 meticais, farinha de milho também de 25kg esta a 1800,00 mas não tem, óleo alimentar que se vende o litro a 200 meticais começa a desperecer das prateleiras Quase todos produtos subiram preços, já não da. Depois de mais de duas semanas sem entrada de alimentos, não há stock.” Enfatizou a fonte. (Moz24h)



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