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Governador de Cabo Delgado reconhece "situação de emergência"



Cabo Delgado, deslocados de Palma abrigados no centro desportivo de Pemba


Médicos Sem Fronteiras lamentam que obstáculos burocráticos impeçam a chegada de ajuda àquela província moçambicana


O governador da provincia moçambicana de Cabo Delgado, Valige Tauabo, reconhece que a região enfrenta uma situação de emergência face à crise humanitária provocada pela violência armada.

Com este cenário de fundo, a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) lamenta que obstáculos burocráticos estejam a impedir a chegada da ajuda humanitária, que está a um nível muito abaixo das necessidades.

Num comunicado assinado por Jonathan Whittall, director do Departamento de Análise dos MSF, a organização diz que são “impostas restrições significativas à ampliação da resposta humanitária devido à insegurança em curso e aos obstáculos burocráticos que impedem a importação de determinados fornecimentos e à emissão de vistos para trabalhadores humanitários adicionais", o que tem consequências para as pessoas deslocadas.

O próprio Whittall, que diz ter visitado Cabo Delgado recentemente, afirma ter comprovado “como a escala da resposta humanitária não corresponde de forma alguma à dimensão das necessidades".

Situação de emergência Nesta quinta-feira, o governador da província reconheceu que a região vive uma situação de emergência. Ao participar na celebração do fim do Ramadão, Valige Tauabo, foi peremptório ao dizer que “nossa província está iminentemente em emergência”.

“Não são apenas alguns distritos, é a província toda que está em emergência", acrescentou Tauabo que, ao se dirigir aos deslocados que se encontram no pavilhão desportivo da zona de expansão da capital, prometeu que “não serão esquecidos, são deslocados até que a situação nos seus distritos esteja estabilizada”.

O governador reiterou que “enquanto estiverem aqui ou noutro ponto da província, estão em Moçambique, são moçambicanos" e pediu mais solidariedade para com as vítimas da situação insegurança que grassa a província desde Outubro de 2017. Dados não oficiais apontam para mais de dois mil mortos e mais de 700 mil deslocados internamente. (VOA)

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