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Fundação VODAFONE e ACNUR expandem programa digital de educação para refugiados em Moçambique



O programa Instant Network School (INS) é lançado em Moçambique para proporcionar o acesso a uma educação digital de qualidade a quase 9.000 requerentes de asilo, refugiados e estudantes locais.

Uma escola vai servir o Campo de Refugiados de Maratane, um campo que acolhe um terço dos refugiados do país, sendo que a outra funcionará na maior escola secundária pública da cidade de Nampula.


A Fundação Vodafone e a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) têm trabalhado em conjunto desde 2013, para melhorar a qualidade do ensino em contextos de refugiados e, no âmbito do Dia Mundial do Refugiado, que se celebra a 20 de Junho, estas instituições expandiram o seu programa Instant Network Schools (INS) para Moçambique.


O programa INS foi concebido pela equipa do INS da Fundação Vodafone e pelas equipas de Inovação e Educação do ACNUR, com o objectivo de ligar os estudantes refugiados a uma educação digital de qualidade, assim como melhorar a alfabetização em TIC e competências digitais.


Foram estabelecidas duas INS na província de Nampula, uma no Campo de Refugiados de Maratane, que acolhe um terço dos 28.000 refugiados em Moçambique, e outra numa escola pública na capital provincial, Nampula, a 35 km do campo. É a primeira vez que o programa estará situado num ambiente escolar público urbano, aumentando ao máximo os benefícios para os refugiados e jovens estudantes. As duas INS vão beneficiar quase 9.000 estudantes da 7ª a 12ª classe, 25.000 membros das suas famílias e mais de 200 professores.


No centro de uma INS está uma 'escola numa caixa', que inclui tablets para os alunos, um computador portátil para o professor, um projector, colunas, ligação à Internet, painel solar e uma biblioteca de recursos pedagógicos digitais. O conteúdo é localizado e alinhado aos currículos nacionais, o que apoia os alunos desfavorecidos a estudarem as matérias fundamentais na sala de aula e, sobretudo, aumenta a possibilidade de acesso a futuras oportunidades de estudo e trabalho.


No país, a implementação do programa conta com a colaboração da Vodacom Moçambique, que fornece às escolas a conectividade essencial para o acesso à internet. O programa é ainda impulsionado por uma equipa de colaboradores da Vodacom que se voluntariaram para participar em missões no terreno, com o objectivo de dar assistência técnica ao INS e fazer a formação de estudantes, professores e restantes agentes envolvidos no programa.


Uma avaliação dos programas INS já existentes mostrou um impacto positivo significativo, incluindo o aumento de 61% na alfabetização em TIC para os estudantes e 125% para os professores, assim como melhoria da confiança, motivação e desempenho académico dos estudantes.


O lançamento em Moçambique eleva o número total de centros INS para 38, com escolas já implementadas em quatro países africanos, nomeadamente, República Democrática do Congo, Quénia, Tanzânia e Sudão do Sul. A Fundação Vodafone e o ACNUR estão empenhados em expandir o programa para beneficiar 500.000 jovens refugiados e suas comunidades até 2025. (Moz24h)



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