Franceses prontos a ajudar com a vigilância em Cabo Delgado?


Aviao de reconhecimento Paleospace no Aeroporto de Pemba

Franceses prontos a ajudar com a vigilância em Cabo Delgado?

Com a insurreição em Moçambique ganhando contornos monumentais, os serviços de inteligência Moçambicanos vêem Paris como parceiros necessários para ajuda militar aos Russos, a constatação é de uma publicação francesa. “A decapitação de quatro soldados russos em 27 de Outubro do corrente ano trouxe ao de cima as limitações russas relativamente ao apoio às Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM). No início de 2019, os serviços de inteligência americanos, britânicos e franceses dispuseram-se a apoiar aos seus homólogos, o Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE) a puder ter acesso às suas imagens de satélite da região, mas até agora os moçambicanos não demonstraram interesse na proposta”. Escreve o Indian Ocean Newslleter (ION)

Segundo fontes, o chefe do SISE, ex-comandante geral da força policial moçambicana Júlio dos Santos Jane, recentemente planejou uma visita secreta a Paris para discutir as modalidades dessa cooperação. Contudo, as datas da tal visita todavia foram acordadas alinha da preferência do governo Moçambicano ter optado por negociar as eleições gerais antes de recomeçar com os franceses e, o seu objectivo esta claro.

As negociações se concentrarão em dar a Moçambique acesso a imagens de satélite francesas de Cabo Delgado, onde uma insurreição está em andamento nos últimos dois anos. No sentido de vigiar, no final de 2018, a França lançou o primeiro satélite Composante Spatiale Optique (CSO-1), numa vigilância diária da região de Cabo Delgado.

As autoridades francesas estão dispostas a cooperar, principalmente com vista a segurança do pessoal da Total o que é uma preocupação na zona de Afungi, no extremo norte do país. Mas os interesses da França não se circunscrevem apenas no Afungi mas também tem interesse no Canal de Moçambique através de Mayotte e das Ilhas dispersas, sobre as quais vem já analisando as imagens da região.

No entanto, a chegada da organização paramilitar ChVK Wagner, que tem laços estreitos com o Kremlin, suspendeu todas as negociações. A presença russa também colocou as negociações em ‘banho-maria’ a semelhança da oferenda feita pelos Estados Unidos, apesar do facto deque a ExxonMobil em Moçambique estar a operar lado da Total.

Há dias, no aeroporto de Pema o Moz24h, constatou na pista uma aeronave que chegou de reconhecimento com camaras frontais e traseiras (Moz24 com ION)

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