França quer apoiar Moçambique na luta contra o terrorismo em Cabo Delgado


Jean Yves Le Crian, chefe da diplomacia francesa com o ministro moçambicano da defesa Jaime Neto, Maputo 22/02/2020 Orfeu Lisboa DR

O chefe da diplomacia francesa Jean-Yves Le Drian no passado sábado uma visita de trabalho de dois dias a Maputo, na qual defendeu o apoio da França em questões de segurança marítima e defesa da biodiversidade.

Durante dois dias e com uma forte componente virada para a cooperação bilateral, Jean-Yves Le Drian, que se reuniu com o presidente da República Filipe Nyusi e com o ministro da defesa Jaime Neto, manifestou abertura do seu país em apoiar Moçambique entre outras acções no combate ao terrorismo em Cabo Delgado, no norte do país, onde desde Outubro de 2017 entre 350 e 500 pessoas foram mortas e mais de 20.000 deslocadas.

"Temos como missão proteger em particular a biodiversidade e também as àreas marinhas, isso também faz parte da segurança... quando se fala de segurança não se fala só de segurança contra o terrorismo que é essencial, de segurança das fronteiras que é importante, mas também de segurança ecológica, porque a biodiversidade é o nosso bem comum ....acertamos um método de trabalho com as autoridades de Moçambique, para que a segurança, no seu sentido lato, seja tema de discussões e propostas entre nós, antes da vinda do presidente de Moçambique a Paris dentro de pouco tempo"

Na vertente empresarial, Jean-Yves Le Drian reuniu-se também e à porta fechada com representantes da petrolifera francesa Total, que vai investir 23 bilhões de euros para explorar o gás na Bacia do Rovuma, e que segundo a agência Business Korea, pretende construir na Coreia do Sul 8 navios-tanque no valor de 2.600 milhões de euros, para apoiar a extracção do gàs.

De recordar que em finais de Setembro e em plena campanha eleitoral a petrolifera francesa Total pagou quase 4 mil milhões de dólares para a compra de 26,5% dos activos da multinacional norte americana Anadarko para explorar o gàs liquefeito na Área 1 da Bacia do Rovuma, um negócio que fez o estado moçambicano arrecadar 880 milhões de dolares de mais valia na transação.

Jean-Yves Le Drian visitou ainda o liceu Gustave Eiffel, uma escola francesa na capital moçambicana. (RFI)

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