Fome no distrito de Palma: o governo continua mudo



O distrito de Palma, norte de Cabo Delgado esta nas últimas três semanas a viver momentos muito difíceis devido as dificuldades que actualmente existem para o fornecimento de produtos alimentares básicos, face a falta de acesso, terrestre e marítimo devido a suposta permanência dos insurgentes no troço Nangade sede a vila de Palma e medo de ataque dos barcos pelo mar.

Como consequência, além de escassez de alimentos, os poucos que existem, dispararam os preços. Não há regras do comércio, uma especulação acima da margem e ao ponto do governo local não ter intervenção.

Aliás, nem o governo provincial ainda não disse nada em público, face a situação de falta de abastecimento de produtos básicos em Palma. Um vídeo que circula desde domingo nas redes sociais, em particular no WhatsApp, mostra uma bicha de pessoas a disputar para comprar farinha de milho, no mercado local, onde apenas havia um vendedor.

A par disso, de acordo com fontes, os produtos básicos, estão elevadíssimo. Até tarde de segunda-feira, o arroz e farinha de milho, tanto como o açúcar custam 250 meticais a cada quilograma. Um saco de 25 kg de arroz e farinha de milho, também chegaram a 2000 a 2500 meticais, ou seja quase todos produtos subiram preços e são insuportáveis para a população.

Até domingo passado, circularam informações, dando conta que o Conselho Empresarial de Cabo Delgado, já estava a mobilizar-se para dialogar no sentido de dar resposta a situação de fome que se vive em Palma, depois de uma advocacia desenvolvida por activistas voluntários da cidade de Pemba (Moz24h)

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