Ex-ministro de Nyusi em “Parte incerta”


Abduremane Lino de Almeida, ex-ministro da Justiça, assuntos Constitucionais e Religiosos

A Segunda secção civel do Tribunal Judicial da Provincia de Nampula (TJPN) procura(va) por Abduremane Lino de Almeida, ex-ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos num caso litigioso em que têm que proceder com a entrega de um imóvel naquela cidade.

O ex-ministro do governo de Filipe Nyusi que foi dos primeiros a cair em desgraça, era dado pelo tribunal como “estando em parte incerta do país” e tinha oito dias, contados apartir do dia 12 de Julho, para se apresentar e contestar sobre uma sentença que lhe era desfavorável.

A nota judicial, assinada pela juiza de Drª Ricardina Gabriel Damião e pelo Ajudante de Escrivão, Agostinho Cauira foi publicada no jornal “Noticias”. Quem move a acção é o cidadão Omar Abacassamo Omar, natural da Ilha de Moçambique, Nampula, provincia onde igualmente jazz o cordão umblical de Lino de Almeida. O número do celular de Abduremane está no anúncio judicial visto pelo Moz24h.

De Almeida caiu em desgraça nos primeiros dias do consulado de Nyusi, por conta de um expediente malicioso.

Movido pelo fervoroso desejo de ir à Meca, o então ministro em exercicio foi aos cofres dos Registos e Notariado e atráves do ofício N.° 217/ SP-MJCR/2015 de 1 de Se­tembro, retirou 44.487 dólares dos fundos públicos e convidou amigos seus para irem com ele em peregrinação ao santuário do Islão.

Foi assim que Amis­se Baquile, proveniente de Cabo Delgado, Adelino Pinar e Ibraimo Selemane, estes últimos de Nampula foram à Arabia Saudita as expessas dos contribuintes.

E Abdurremane Lino de Almeida acabou por ir se sentar no banco dos réus devido a acção movida pelo Gabinete Central de Combate a Corrupção (GCCC) e foi condenado no dia 12 de Julho de 2017 a dois anos de prisão por crimes de abuso de cargo e de funções e pagamento indevido a pessoas sem qualquer vínculo com o Estado. É este mesmo Lino que há dias foi dado em “Parte incerta”.

A expressão “parte incerta” foi bastante usada para referenciar os destinos de Afonso Dhlkama, o falecido líder da Renamo, nos dias que se desconhecia o ser real paradeiro, sabendo-se apenas que se encontrava algures, nas matas densas no sopé da Serra da Gorongoza!

Há quem acredite que De Almeida foi vitima da surdez do anúncio proferido por Filipe Nyusi no despertar da aurora do seu consulado governamental que avisará no dia 15 de Janeiro de 2014, na sua tomada de posse que: “tomaremos, sem condescendência, medidas de responsabilização contra a má conduta e actos de corrupção, favoritismo, nepotismo e clientelismo praticados por dirigentes, funcionários ou agentes do Estado em todos os escalões.”

L.Nhachote

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