EUA confrontam à China no empréstimo do LNG em Moçambique


Por Paul Burkhardt

Uma nova improvável arena é a zona onde se desenrola a disputa do presidente dos EUA, Donald Trump, com a China: a relva arenosa do norte de Moçambique, um dos países mais pobres do mundo.

O Banco de Exportação e Importação dos EUA aprovou na passada quinta-feira o escopo ampliado de um empréstimo de US $ 4,7 bilhões para apoiar os fornecedores americanos na exploração do gás natural liquefeito que pode catapultar a economia daqueles pais no sudeste africano. O credor disse que tanto a China como Rússia tinham em perspectiva apoiar financeiramente.

Em comunicado de imprensa Kimberly A. Reed, presidente do banco EXIM disse "fomos informados de que China e Rússia estavam dispostas a financiar esse acordo", acrescentando que "este é um óptimo exemplo de como um Exim revitalizado, graças à liderança do Presidente Trump e ao apoio bipartidário do Congresso, pode ajudar a garantir o uso de produtos e serviços 'Made in the US' ', sem ceder a países como China e Rússia."

Tendo como um dos seus objectivos: "promover a liderança comparativa dos EUA no mundo em relação à China," quando credores privados não disponibilizam financiamento, o Banco Exim apoia empresas estrangeiras na compra de produtos americanos. A nomeação de três candidatos feita por Trump para o conselho administrativo do banco em maio de 2019, pela primeira vez desde 2015 ajudou a estabelecer um número mínimo de membros necessário para restaurar a sua capacidade de aprovar negócios no valor de mais de US $ 10 milhões, facilitando a sua entrada na participação no projecto de Moçambique.

A Anadarko Petroleum Corp., com sede em Woodlands, Texas, inicialmente liderou o projecto moçambicano antes de ser vendido a renominada petrolífera francesa Total SA. As Empresas dos EUA, incluindo a McDermott International Inc., receberam contractos no valor de bilhões de dólares para ajudar a construir a instalação - trabalho que o Exim Bank disse que poderia apoiar 16.700 empregos americanos durante o período de construção de cinco anos.

A China tem uma presença bem estabelecida em Moçambique. A China financiou e construiu a maior ponte suspensa da África na capital-Maputo, assim como investiu num grande hotel e um centro de conferência. Nas incursões mais recentes da Rússia, esta acabou ganhando umas licenças na exploração do petróleo e gás e supostamente fornecendo mercenários para repelir insurgentes que operam nas proximidades do projecto de gás.

O projecto da Total é o menor dos dois empreendimentos que visam explorar as enormes reservas de gás natural de Moçambique. O outro, é agora liderado pela Exxon Mobil Corp. Seus parceiros notáveis ​​incluem a China National Petroleum Corp, o que poderia complicar qualquer tentativa de garantir financiamento próprio do banco Exim. (Bloomberg)

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