Estudante raptada na Beira de volta ao convívio familiar


Safiyah Feroz, estudante de apenas 19 anos de idade que foi raptada na cidade da Beira no passado dia 19 do mês passado, está de volta, desde a noite da passada quarta-feira, ao convívio familiar. A informação foi avançada pelo Movimento Anti-Rapto da Beira, que não entrou em detalhes sobre a circunstância da libertação da jovem do cativeiro. Contudo, uma fonte bem posicionada do movimento, que não quis ser identificada, garantiu ao “O País” que foi pago um resgate.

“Estávamos muito preocupados porque Safiyah Feroz estava vulnerável a vários tipos de ameaça, mas, felizmente, ela está bem. Não gostaríamos que isso voltasse a acontecer. Infelizmente, nos últimos 10 anos, foram registados vários raptos aqui, na Beira. Apelamos às autoridades para combaterem este crime com firmeza, de modo a vivermos em paz”, afirmou Feizel Giva, do Movimento Anti-Rapto.

Safiyah Feroz, estudante do curso de Economia e Gestão na Universidade Católica de Moçambique (UCM), frequenta o terceiro ano e, na sua faculdade, na manhã desta quinta-feira, os colegas, docentes e funcionários estavam radiantes e ansiosos em vê-la no meio da comunidade estudantil.

“Estamos ansiosos em voltar a ver a nossa colega na sala de aula. O rapto parecia um sonho. O regresso ao convívio familiar deixa-nos, como colegas, muito felizes e esperamos tê-la brevemente ao nosso lado e juntos caminharmos até ao fim do curso”, desejou Neide Felicidade, colega de Safiyah.

Por seu turno, Titos Naene, docente da UCM, disse que, com o retorno de Safiyah Feroz às aulas, “será necessária a cooperação e colaboração de todos, estudantes, professores e familiares, para a reintegração dela nas aulas, porque certamente que ela ainda está assustada e em pânico. É um processo que pode levar um longo período.”

Para a irmã Guida, funcionária da UCM, “o rapto é um acto desumano e esperamos uma acção contundente das autoridades para que estes crimes não continuem”.

O SERNIC confirmou a libertação de Safiyah Feroz e prometeu pronunciar-se oportunamente sobre o caso. (O Pais)

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