Estabilidade económica refém do início da produção e exportação do gás natural


A estabilidade económica e consequentemente social está dependente do início da produção e exportação do gás natural, prevista para 2022/2023, onde o governo espera vir a registar um crescimento em torno de 8% ano. Entretanto, o governo chefiado pelo Primeiro-ministro Carlos Agostinho do Rosário disse esta quarta-feira aos deputados da Assembleia da República durante as sessões de perguntas ao governo que o almejado crescimento será resultado da estabilidade política e também económica como consequência da diversificação da economia nacional.

Para sustentar a sua tese, Carlos Agostinho do Rosário apontou os ganhos do aumento da produção de cereais, hortícolas, raízes e tubérculos, o que está a contribuir para o aumento da disponibilidade de alimentos e melhoria da segurança alimentar. A alegada disponibilidade de alimentos, esta de acordo com o Primeiro-ministro a estabilizar o nível geral de preços e o valor do Metical no mercado cambial.

Entretanto, as bancadas da oposição, nomeadamente a Renamo e o MDM votou a favor da apreciação negativa, alegadamente porque a informação apresentada “foi um conjunto de intenções e de previsões inalcançáveis”. Entendimento contrário teve a bancada maioritária, a Frelimo que votou a favor da aprovação alegando que nos últimos quatro anos de governação foi possível alcançar em mais de 60% as metas planificadas para o presente quinquénio. A Frelimo diz que o governo respondeu satisfatoriamente as 15 perguntas colocadas pelas três bancadas.

Prosseguindo, o Primeiro-ministro fez saber aos parlamentares que o desafio é continuar com a consolidação dos ganhos até aqui alcançados, por forma que o nosso país registe, nos próximos anos, um crescimento económico acelerado e que se reflicta, cada vez mais, na melhoria das condições de vida dos moçambicanos.

Para o efeito, Carlos Agostinho do Rosário disse aos deputados haver necessidade de o governo continuar focalizado no alcance da paz definitiva e na diversificação da economia, com especial ênfase na agricultura, dado o seu efeito multiplicador na geração de emprego, renda e segurança alimentar.

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