“Empreendedor” Ruandes e líder da comunidade em Moçambique assasinado à tiro

Atualizado: 28 de Ago de 2019


Uma “Death Squad” (“Esquadrão da morte”) pós termo a vida de Louis Baziga, chefe da comunidade ruandesa em Moçambique, na manhã desta segunda-feira. Segundo várias testemunhas um grupo de homens armados não identificados, interpelou a sua viatura e com seis tiros a queima-roupa acabou com a vida de Louis no Bairro da Matola a poucos quilómetros da capital moçambicana Maputo.

Segundo fontes o crime deu-se por volta das 11 horas. Baziga um influente homem de negócios na comunidade ruandensa morreu no local. O “Esquadrão da morte” fazia-se transportar em duas viaturas que bloquearam a viatura de Baziga da marca Toyota Land Cruiser Prado, que circulava na área da Matola e, em seguida retiraram armas e começaram a disparar contra o finado.

Em declarações ao Jornal The New Times, com base em afirmações da polícia no local do crime, o embaixador ruandês em Moçambique, Claude Nikobisanzwe, confirmou que Baziga foi morto a tiro protagonizado “por cerca de três pessoas”

“É verdade que Louis Baziga foi morto a tiros por cerca de três pessoas enquanto dirigia de sua casa para uma garagem para consertar seu carro. Ninguém sabe quem são essas pessoas, mas investigações da polícia estão em curso ”, disse Nikobisanzwe.

O corpo de Louis foi levado para o Hospital Provincial da Matola, onde está localizado o maior parque industrial do país, na Província de Maputo. O embaixador referiu que a família do malogrado que se encontra a viver em Maputo, já tinha sido informada do ocorrido.

Segundo alguns órgãos de informação, esta não foi a primeira vez em que um atentado de assassinato foi encetado contra Baziga.

Em 2016, Baziga disse a uma agência local de notícias on-line que um grupo de parentes dele tentou subornar a polícia para que ele fosse assassinado, isto antes de ser alertado por um amigo próximo de que algo estranho iria acontecer.

Já mais tarde no mês de Setembro daquele ano, três ruandeses, supostamente empresários em Maputo, nomeadamente, Diomède Tuganeyezu, Benjamin Ndagijimana e Revocat Karemangingo foram levados para os tribunais moçambicanos

Durante as audiências em tribunal, constatou-se que os três ruandeses em questão, com laços parentais com o ora finado, estavam em litigio envolvendo uma Igreja, a Pentecostal em Reviva, a qual, segundo os arguidos, teria sido fundada por eles e Baziga mas que este ultimo queria se apoderar da mesma, para ele sozinho. Sabe-se que Baziga possui supermercado e uma farmácia em Maputo.

Ontem o Moz24h fez uma ronda por três contentores de ruandeses em Maputo e o ambiente era de consternaçãp. “Louis era como um pai para nós. Ajudou muita gente a começar o negócio” disse um burundés que pediu para ter a sua identidade protegida. (Redacção)

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