Em Moçambique cerca de dois milhões e cem mil pessoas estão vivendo com o HIV



Por OZO

Foi durante a cerimônia alusiva ao dia mundial de luta contra o HIV/SIDA, 1 de Dezembro, que a esposa do Presidente da República Isaura Nyusi, realizadas no distrito de Macia, província de Gaza informou-se que dados actuais, de acordo com as estimativas de 2020, indicam uma redução do número de novas infecções pelo HIV de cento e cinquenta mil (150.000) em 2010, para noventa e oito mil (98.000) em 2020. As mortes relacionadas ao SIDA, também baixaram significativamente de sessenta e cinco mil (65.000) em 2010, para trinta e oito mil (38.000) em 2020.

Discursando, Isaura Nyusi disse que o número de pessoas vivendo com o HIV é de cerca de dois milhões e cem mil (2.100.000), sendo que cento e trinta mil (130.000) são crianças com menos de 15 anos de idade.

No evento, Isaura Nyusi disse que "as raparigas adolescentes e mulheres jovens contribuem com um grande número de novas infecções por HIV. Estas foram responsáveis por vinte e oito mil (28.000) novas infecções pelo HIV, num universo de noventa e oito mil (98.000) novas infecções em Moçambique, o que corresponde a 29% (vinte e nove por cento) de todas as novas infecções, deixando claro que é preciso realizar acções de maior impacto que contribuirão para a redução de novas infecções no seio deste grupo".

Intervindo na ocasião, Abigail Dressel, chefe adjunta da Missão na Embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) em Maputo disse que “Moçambique tem feito progressos contínuos rumo ao objectivo de 95-95-95 da ONUSIDA: que 95 por cento das pessoas que vivem com HIV conheçam o seu estado serológico; que 95 por cento dessas pessoas estejam em tratamento do HIV; e que 95 por cento tenham supressão viral e não transmitam mais o HIV".

De acordo com Dressel explicou que actualmente, mais de 1,6 milhões de moçambicanos recebem medicação antirretroviral e todos os que testam positivo podem iniciar imediatamente o tratamento. No entanto, ainda há muito trabalho por fazer: quase 40% das crianças que vivem com HIV não estão a receber esse tratamento que salva vidas. E mais de 13 por cento das mães seropositivas transmitem a doença durante o parto.

Para Abigail Dressel, as estimativas indicam que mais da metade dos 14 milhões de crianças de Moçambique necessitam de alguma forma de apoio social. As necessidades variam desde cuidados médicos a educação e apoio económico familiar. Só este ano, o Governo dos Estados Unidos está a apoiar serviços sociais para quase 375.000 crianças que ficaram órfãs devido ao HIV e SIDA, com foco especial no apoio às crianças que vivem com HIV.

Intervindo no mesmo evento, o Embaixador dos EUA em Moçambique, Dennis Hearne afirma que se estima que Moçambique esteja em forte declínio no número de mortes relacionadas com a SIDA e no número de novas infecções por HIV a cada ano. Embora mais de um em cada 10 adultos e mais de 130.000 crianças vivam actualmente com o HIV em Moçambique, a maioria deles está em tratamento e vive uma vida plena e saudável. Estamos, sem dúvida, na direcção certa.

O Embaixador disse que este ano, investimos mais de 400 milhões de dólares para apoiar a resposta nacional ao HIV. Também alavancam esses investimentos para apoiar a resposta da COVID-19 desde o início da pandemia, desde o fortalecimento dos sistemas de informação e gestão da cadeia de suprimentos até a melhoria do atendimento ao paciente e administração de vacinas.

Hearne afirmou que são o principal doador bilateral de vacinas, tendo doado quase 1,5 milhão de vacinas de dose única da Johnson & Johnson através das instalações da COVAX, com milhões a caminho. (Moz24h)

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