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Dois anos do Ciclone Idai

Atualizado: Mai 26


Vista parcial da cidade da Beira. Foto : Estacio Valoi


Em Março de 2019 as províncias Moçambicanas de Sofala, Manica, Tete e Zambézia Moçambique eram devastadas pelo ciclone IDAI resultando na morte de pelo menos 602 pessoas, com mais de 1.641 pessoas, mais de 200 mil casas e importantes infra-estruturas destruídas, enchentes deixando pessoas em estado de necessidade de assistência .

Com destaque o ciclone de categoria quatro atingiu a cidade da Beira e mais afundo no interior de Sofala e Manica.

Dois anos do IDAI muito ainda há por fazer nestas regiões marcadas por crescentes necessidades e desafios enfrentados por pessoas deslocadas internamente em consequência do ciclone.


Segundo ACNUR são cerca de 90.000 pessoas internamente deslocadas que continuam a viver em condições drásticas na Província de Sofala. Uma avaliação de protecção organizada pelo Cluster de Protecção em Janeiro de 2021 demonstra que os deslocados internos que sofreram os impactos do ciclone Idai ainda enfrentam graves desafios de protecção, que podem ser agravados por ciclones recorrentes e até mesmo tempestades, como no caso da tempestade tropical Chalane.


Na sequência da chegada do Idai em Moçambique, o ACNUR estabeleceu-se em Sofala para se concentrar na monitoria de actividades para protecção, avaliação das necessidades materiais e distribuição de artigos essenciais e de alívio imediato.


Durante as actividades de monitoramento de protecção, o ACNUR e os parceiros identificaram vários riscos de protecção relacionados à segurança física e vulnerabilidade de crianças, mulheres, idosos e pessoas com deficiência, bem como a falta ou disponibilidade insuficiente de instalações básicas (Água e Saneamento básico, abrigo, Saúde, Iluminação, Alimentos e Segurança).


Apesar do esforço que tem sido feito, muito ainda há por fazer “ Em termos de necessidades materiais e distribuições, o ACNUR e o parceiro Visão Mundial priorizaram a distribuição de itens essenciais e de alívio imediato para pessoas com necessidades específicas e suas famílias. No total, 78.845 itens foram distribuídos em assentamentos temporários e permanentes nos distritos da Beira, Dondo, Nhamatanda e Buzi, beneficiando mais de 27.000 indivíduos e 300 escolas.”


Ainda de acordo com a ACNUR como resultado de uma avaliação de protecção realizada por parceiros de protecção em Janeiro de 2021, cerca de 60% das famílias deslocadas internamente perderam seus documentos civis e não puderam renová-los desde o Ciclone Idai. Um número impressionante de 79% das familias relataram que seu abrigo havia sido afectado pela tempestade tropical Chalane em Dezembro de 2020. No geral, as pessoas deslocadas na área ainda precisam de maior apoio, em particular em termos de meios de subsistência e programas de desenvolvimento.


Como disse o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, em sua declaração sobre o ciclone Idai “…. Essas tempestades foram emergências em cima das emergências. O povo de Moçambique precisa urgentemente da nossa ajuda para enfrentar a tripla ameaça formada pelo conflito, crise climática e a pandemia COVID-19.


” Juntamente com cinco Agências da ONU e 15 ONGs, o ACNUR como co-líder do Cluster de Protecção em Sofala continuará a garantir a presença de parceiros de protecção nos diferentes centros de acomodação da cidade, de modo que as necessidades de protecção sejam atendidas e aqueles impactados por desastres naturais recebam a assistência que merecem. (Moz24h)

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