Diomba na hora do adeus: 'Centralização' limitou desempenho do Governador



Por Germano de Sousa

Há 15 anos Raimundo Diomba foi lançado a governador provincial, o representante do chefe de estado na maior parcela administrativa do país.

Depois das  eleições de 2004, vem do "anonimito" para governador da província de Manica. Era o início de carreira que o levou sucessivamente as províncias de Gaza e Maputo em 15 anos consecutivos e que termina neste ciclo governativo de 2019. Em 2017, Diomba é eleito Secretario do Comite de Verificação, órgão zelador pela disciplina, o. "Olho" do partido.

No momento em que "faz as malas", Moz24h quiz ouvir de Diomba as lições que tira da sua experiência de 15 anos.

" Como governador, senti que a limitação orçamental, condicionou o nosso desempenho. Trabalhamos com tectos centralmente e isso dificulta na tomada de medidas urgentes, diante casos pontuais "

O nosso interlocutor entende que os novos governadores têm um melhor quadro para o seu desempenho. "Acho que a partir de 2020 na base da descentralização em que o orçamento da província  é aprovado pela assembleia provincial, existe mais flexibilidade, desde que haja coordenação. Qualquer necessidade pontual pode-se corrigir ao nível da província", explica. Sublinha no entanto que para tal tem que haver produção na província.

Precimos de mais homens nas fronteiras

Um outro facto de que Raimundo Diomba realça ao longo da sua passagem por Manica, Gaza e Maputo, três províncias que fazem fronteira com o Zimbábue, África do Sul e Swati( ex-Swazilandia), é o controlo das fronteiras. " Precisamos de mais homens nas nossas fronteiras para garantir um eficaz controlo e evitar que problemas fronteiriços ocorram já que mexem com a relação entre paises",afirmou.

Das três províncias que Diomba esteve a governar, Manica foi a que teve mais dificuldades já que não tinha nenhuma experiência do gênero. "Já fui dirigente como combatente, mas aqui dirigimos um grupo específico, mas como governador, lidamos com todos e lidamos com todo tipo de problemas", precisou Diomba que foi líder de combatentes na altura da luta armada.


Assuntos de Comitê de Verificação são " internos"


Raimundo Diomba é secretário do Comitê de Verificação mas recusou-se a fazer qualquer revelação sobre como vai a "disciplina" no partido dos camaradas. Como foi devidamente noticiado, o mediatizado caso "Samito" foi entregue a este órgão.

"O Comitê de Verificação é um órgão meramente interno. Os assuntos. são abordados e encaminhados a órgãos competentes fe acordo com o caso. Cabe a esses outros pronunciarem-se sobre eles", com estas palavras Diomba se absteve de falar sobre " assuntos internos "

Insistimos tentando ter a sua reação sobre o facto de se ter noticiado que a FRELIMO ter recebido dez milhões de dólares do "caso" das dívidas ocultas.

Raimundo Diomba, usando o mesmo argumento "esquivou-se" (x)

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