Destino de Manuel Chang nas mãos do ministro da Justiça da África do Sul

Com o fim das audições de Manuel Chang, no Tribunal de Kempton Park, na África do Sul, onde foi detido a 29 de dezembro passado, no aeroporto de OR Thambo, o destino do antigo ministro das Finanças na década do consuldo de Armando Guebuza, está mas mãs do ministro da Justiça e Serviços Prisionais da África do Sul, Tshililo Michael Masutha. O Juiz William Schutte, disse esta segunda-feira haver evidencias suficientes para Manuel Chang, seja julgado nos Estados Unidos ou em Moçambique, abrindo assim caminho à sua extradição que deve ser conhecida dentro de 14 dias. Na acusação dos Estados Unidos da América (EUA), o pais que requereu em primeiro a sua extradição, o antigo homem forte das finanças de Moçambique é acusado nos crimes de conspiração para fraude, conspiração para fraude com valores imobiliáros e conspiração para lavagem de dinheiro, enquanto que na acusação moçambicana Chang é acusado de sete crimes, que vão de abuso de cargo/ou funções, violação do orçamento a abuso de confiança.

Entretanto no mes passado, Tibor Nagy, secretário de Estado adjunto para os Assuntos Africanos reiterou que a justiça dos EUA aguardava a extradição de Chang a pedido da procuradoria de Nova Iorque.

"Os Estados Unidos esperam que a África do Sul extradite Chang", afirmou Tibor Nagy "Nós assinámos um tratado de extradição com a Africa do Sul, e contamos muito com isso", concluiu Nagy, que foi a primeira autoridade do Governo americano a pronunciar-se sobre o assunto.

Ainda em meados no mes de Março Brian Benezkowski, procurador-geral adjunto da Divisão Criminal do Departamento de Justiça, avisou que os Estados Unidos tudo irão fazer para julgar todos os envolvidos no esquema das “dívidas ocultas” em Moçambique, e que levou ao branqueamento de certa de 200 milhões de dólares no sistema financeiro americano.

“O Departamento de Justiça e os nossos parceiros estão empenhados em usar todos os meios à nossa disposição para levar a tribunal aqueles que se envolvem em lavagem de dinheiro, fraude financeiro e corrupção a custos de investidores dos Estados Unidos, onde quer que esses indivíduos estejam”, garantiu Benezkowski numa declaração emitida por aquele órgão.(Moz24h)



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