Declaração à imprensa da Ministra Verónica Macamo sobre a situação na Ucrânia


O Governo da República de Moçambique tem estado a acompanhar, com muita preocupação, a deterioração da situação na Ucrânia, que constitui uma grave ameaça à paz e segurança na Europa, cujas consequências nefastas serão sentidas neste continente e ao nível global.

2.Guiados pelos princípios constitucionais da República de Moçambique que defendem a primazia da solução negociada dos conflitos, apelamos ao exercício da moderação, à proteção da vida humana, à cessação das hostilidades, e ao relançamento de um diálogo construtivo entre as partes envolvidas, com vista a uma solução política duradoura do conflito.

3. A solução deverá ser baseada nos princípios cardinais da Carta das Nações Unidas, de modo a garantir a coexistência pacifica das partes em conflito, que responda de forma efectiva e sustentável às necessidades de segurança de todos os países da região.

4. O Governo da República de Moçambique está em contacto com os seus cidadãos residentes na Ucrânia, na sua maioria estudantes, e está a articular com as autoridades locais com vista à tomada das medidas necessárias para garantir a sua segurança, incluindo a possibilidade de evacuação deste pais.

5.Os estudantes moçambicanos, e não só, na Polónia e Eslováquia, estão a prestar apoio aos nossos compatriotas idos da Ucrânia, numa acção de solidariedade sem precedentes.

6.Temos neste momento 15 estudantes moçambicanos na Ucrânia, do número total dos estudantes quatro estão na Polónia, cinco na Hungria, dois na Roménia, uma na Moldávia, dois a caminho da Eslováquia e uma que já se encontra em Moçambique.

7.A deslocação dos estudantes da Ucrânia para os países vizinhos foi um momento difícil, pois tratava-se de uma jornada que comportava riscos.

8. Inicialmente criou-se um link de contacto entre estudantes familiares e as autoridades moçambicanas. Mais tarde, constituímos um gabinete de crise com o mesmo propósito, que continua em actividade intensa para assegurar a segurança e bem estar dos moçambicanos até então residentes na Ucrânia. (X)

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