"Cuidado com mercenários" - Alerta Joaquim Chissano


O antigo estadista moçambicano, Joaquim Chissano alerta para a observância de cautelas acrescidas na admissão de intervenção externa na luta contra os terroristas em Cabo Delgado.

Chissano defende uma análise antecipada e cuidadosa sobre o tipo de intervenção externa porque segundo explica, não é toda gente vinda de fora que vai fazer um bom trabalho.

“Deve ser uma força capaz de lutar, uma força que conhece o terreno e que possa ter conhecimentos de combate a guerrilha”.

De acordo com Joaquim Chissano essa análise deve ser feita porque a força que vier deve ser forte para evitar-se desastres no teatro de operações.

Para todos os efeitos, Chissano afirma que acima de tudo deve-se capacitar as Forças de Defesa e Segurança para enfrentar os terroristas.

Diálogo com terroristas

O antigo estadista moçambicano, Joaquim Chissano defende por outro lado, que tudo se faça para que o diálogo esteja na agenda da solução, na guerra em Cabo Delgado.

O diálogo, segundo Chissano, nunca deve ser descartado em qualquer que seja o conflito.

No caso de Cabo Delgado, a fonte afirma que deve ser identificado um interlocutor no seio do grupo que tem promovido ataques. Chissano recorreu ao exemplo próprio, logo que assumiu a presidência da república, iniciou o processo de busca de pessoas que pudessem servir de ponte até o contacto com a então guerrilha da Renamo, eventos que vieram terminar com a assinatura dos Acordos de Roma em 1992. (Moz24h)

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