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Crise Política interna do partido AMUSI termina em pancadaria



Por Elísio João


Um grupo de membros do Partido AMUSI, Acção de Movimento Unido para Salvação Integral, acusa o Presidente dessa força política de instruir homens da sua confiança pessoal para tirar a vida de alguns que tentam exigir boa gestão do partido.


Francisco Jamal Intata disse ser membro fundador do Partido Amusi, que foi violentamente agredido por indivíduos que se identificaram como sendo desse partido, no dia 28 de Setembro último.


Francisco Intata acredita que essa atitude foi a mando do Presidente do AMUSI, Mário Albino e seu Secretario geral.


“Eu pessoalmente fui violentamente agredido por um grupo que se identificou como membros do AMUSI, mandados por Mário Albino, alegadamente porque estive a orientar um encontro que eles julgaram que servia para interferir a politica interna do partido” – desabafou Intata que acusou o presidente do AMUSI de falta de transparência dentro do partido.


Contactado o Presidente do AMUSI, Mário Albino, disse que essa atitude nunca fez parte de seus programas políticos.


O presidente do AMUSI aponta o dedo acusador a Frelimo, como quem está a instrumentalizar aquele grupo, para desestabilizar a sua formação política, que segundo ele, está bem implantado no país.


“Trata-se de um grupo de pessoas que se identificavam com o Partido Amusi, mas que agora viraram mercenários políticos treinados e financiados pela Frelimo, que quer ver o Amusi a destruir-se. Nós não duvidamos isso” – explicou Mário Albino.


Em reacção a essa acusação, a Frelimo, na pessoa do Chefe Provincial de Mobilização e Propaganda, Saíde Momade, disse que o presidente do AMUSI deve se focar na sua agenda política e não nos outros.


Aliás, Saíde Momade duvida se o AMUSI tem membros em Nampula. Para aquele político, o Presidente do AMUSI e seus seguidores deveriam se juntar à Frelimo para aprender a fazer politica, nessa altura em que a agenda nacional é lutar contra a Covid-19.


“Não constitui verdade que a Frelimo esteja preocupada para desestabilizar o AMUSI. Afinal a Frelimo nem conhece nenhum Membro do AMUSI e onde encontraria para instrumentalizar”- reagiu Saide Momade, pedindo ao Mário Albino para ir à Frelimo estudar como se faz a politica, neste momento em que o povo moçambicano precisa de quem apoie no combate e mitigação das consequência da Covid-19.


Refira-se que o AMUSI já remeteu à Sub-Procuradoria Geral da República, uma denúncia e pedido de abertura de um processo crime contra os cidadãos Francisco Jamal Intata, Orlando Lúcio Valentim, Viriato Rodrigues e Domingos Alexandre, considerados como estando a violar as leis que reconhecem a autonomia do funcionamento dos partidos políticos.


Esses cidadãos são acusados pelo partido de criarem desmandos movidos por espirito anarquista na sociedade e dentro do AMUSI.


Fonte : Rádio encontro.

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