Covid-19 tramou "Fuminho" que entrou ilegalmente no país


Uma reportagem de fundo da prestigiada revista VEJA, diz que a captura de Fuminho exigiu meses de verificação de dados alfandegários "e quase foi frustrada pela crise do coronavírus, que atingiu todo os continentes do globo".

Fuminho que terá entrado via terrestre ao nosso país vindo da África do Sul poderá ter sido traido com o encerramento das fronteiras devido a pandemia global da Covid-19.

Primeiro, ao rastrear um passaporte brasileiro emitido na Bolívia, os agentes chegaram ao nome falso que Fuminho utilizava – Luiz de Lima. Com o documento, o investigado embarcou em Buenos Aires para Joanesburgo em março de 2018. O próximo passo foi identificar brasileiros que poderiam ter proximidade com ele e iam com frequência à África do Sul. “Achamos algumas pessoas indo de 4 a 6 vezes por ano para lá, o que não é normal”, explica um delegado que falou a revista.

"Seguindo esses alvos, a PF chegou ao endereço onde ele morava na Cidade do Cabo, uma mansão à beira-mar. Paralelamente, as autoridades brasileiras correram para conseguir, em segredo, a extradição e um mandado de prisão internacional contra ele."

Fuminho, de 49 anos de idade, é considerado pelas autoridades brasileiras como o maior fornecedor de cocaína a uma organização criminosa designada Primeiro Comando da Capital (PCC), com milhares de membros no Brasil e países vizinhos.

Na altura da detenção, no luxuoso Montebelo Indy Maputo Congress Hotel (ex-Indy Village), Fuminho, não resistiu aos agentes do Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic)

Fuminho, foi preso em uma ação conjunta que envolveu a Polícia Federal brasileira, da Agência de Combate às Drogas dos EUA e SERNIC e já se encontra no Brasil depois do ministro do Interior, Amade Miquidade ter exarado o despacho da sua expulsão de Moçambique. (Moz24h)



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