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Covid-19 na África Austral


Segunda vaga da faz soar alarme e coloca de novo o foco em higiene essencial

Segundo comunicado de imprensa enviado a nossa redação a organização não governamental WaterAid Moçambique dados ilustram que a pandemia da Covid-19 vai se alastrando cada vez mais pela África Austral a uma velocidade assustadora.


Segundo aquela organização, uma segunda vaga do vírus da Covid-19 parece, mais uma vez, estar a espalhar-se, rapidamente, particularmente na região da África Austral. As estatísticas mais recentes mostram um número crescente de casos activos numa região com testes irregulares, prestação limitada de cuidados intensivos e com um período de espera incerto para a chegada da vacina.


De acordo com dados do Ministério da Saúde (MISAU), Moçambique registou um novo recorde de infecções pela Covid-19, tendo atingido 895 casos na Segunda-feira, elevando o total de casos para 27,446. Os últimos números do nosso País mostram que 16% do total de casos tinham sido relatados até o último domingo.


Adam Garley, Director Nacional da WaterAid Moçambique disse: “estamos profundamente chocados pelo aumento exponencial de casos da Covid-19 nos países da região onde trabalhamos, particularmente em Moçambique, um País com desafios sérios no que se refere ao acesso aos serviços básicos de saúde, bem como à água, ao saneamento e à higiene, meios essenciais para a prevenção da pandemia”.

Esta segunda vaga vem, mais uma vez, colocar foco em como as práticas de higiene básica são essenciais para a saúde pública. Lavar as mãos regularmente com água e sabão continua sendo um dos hábitos práticos que precisam de reforço urgente para ajudar a conter o vírus.


“Vem igualmente priorizar o reforço da necessidade de seguir medidas básicas de higiene para retardar a propagação do vírus. Tais medidas incluem, entre outros, a lavagem constante das mãos com água e sabão. Também demonstra a necessidade vital de os nossos governos garantirem que todos os cidadãos do País e da região tenham acesso à água potável em casa, nas escolas e nas unidades sanitarias como primeira linha de defesa contra a infecção pelo vírus”, disse Garley.


Na maioria das comunidades na região da África Austral, o acesso à água potável, ao saneamento adequado, como latrinas decentes e boa higiene em casa, nas escolas e unidades sanitárias é mínimo ou simplesmente inexistente, mas a higiene é a primeira linha de defesa contra doenças infecciosas, incluindo a Covid-19. Menos de 15% dos governos da África Subsaariana comprometeram financiamento suficiente para as suas necessidades de água, saneamento e higiene. O acesso à estes elementos essenciais é um direito humano fundamental. Para garantir este direito, o financiamento precisará de ser mobilizado com urgência de fontes públicas, privadas, nacionais e internacionais, para enfrentar o novo e mais vicioso ressurgimento da Covid-19.


Em Moçambique, a WaterAid tem estado a instar o Governo, doadores, agências de desenvolvimento e sector privado para a priorização do sector de água, saneamento e higiene na alocação dos investimentos e apoios. Ao Governo, a WaterAid apela para que considere o aumento progressivo do orçamento anual do sector de águas, partindo de 3,5% conforme o plasmado no plano do sector, para o alcance do acesso à água, ao saneamento e à higiene para todos até 2030.


Até o dia de ontem segundo MISAU, no período em alusão, registou-se ainda mais 24 novos internamentos da Covid-19 e 252 casos totalmente recuperados da doença, elevando para 19.132 o número de pessoas completamente livres da pandemia. Com os novos dados, o país tem cumulativamente 28.270 casos positivos registados e 253 óbitos, devido ao novo coronavírus. Neste momento, Moçambique tem 8.881 casos activos da Covid-19.(Moz24)


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