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Coronavírus pode reduzir pela metade o crescimento mundial, prevê OCDE


A organização afirma que a economia global crescerá 1,5% em 2020 no pior dos cenários, frente aos 3,2% obtidos no ano passado

Com aumento dos casos confirmados na Itália e não ‘só o receio do impacto económico Covid-19 teme-se que seja o martelo para a redução global da economia. Em algumas paragens do mundo as bolsas estão a reflectir os receios desta nova estirpe

E Moçambique com a sua indústria extractiva, a área do carvão já começa a ser afectada segundo a mineradora Jindal África, na província de Tete, está a ser afectado, negativamente, desde a eclosão do Covid-19.


Segundo o director do projecto daquela empesa mineradora, os preços de venda do carvão coque, baixaram em 45% no maior mercado asiático.

Ragendra Tiwari disse que caso a situação prevaleça, esperam-se dias difíceis para a empresa que perspectiva vender este ano, perto de 800 mil toneladas de carvão, entre térmico e coque.


Declínio do crescimento mundial

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) reduziu de 2,9% para 2,4% a perspectiva de crescimento da economia mundial neste ano. A projecção leva em conta os impactos globais da epidemia de coronavírus e, se confirmada, fará com que economia mundial tenha o pior desempenho anual desde 2009, quando o Produto Interno Bruto (PIB) global caiu 0,5% por conta da crise financeira de 2008.


Em relatório divulgado nesta segunda-feira (2/3), a OCDE explicou que só a economia chinesa deve crescer 0,8 ponto percentual menos que o esperado em 2020, com expansão de 4,9%, e não mais de 5,7%. A queda vai impactar o crescimento global. Segundo a OCDE, a China já representa cerca de 20% da indústria, 17% do PIB, 12% do comércio e quase 8% do investimento directo estrangeiro que circula pelo mundo hoje. Além disso, é a emissora de mais de 8% dos turistas globais. E a consumidora de aproximadamente 50% da demanda mundial por 'commodities' como alumínio, cobre, níquel e zinco.


A OCDE também reviu para baixo o PIB do G20 (2,7%) e o de países como Estados Unidos (1,9%), França (0,9%), Alemanha (0,3%), Japão (0,2%), Índia (5,1%) e México (0,7%). Para a Itália, que tem um dos piores quadros do coronavírus fora da China e está vendo as receitas turísticas despencarem, a projecção da OCDE é de estagnação.


A organização frisou que essas projecções correspondem a um cenário optimista, em que a epidemia atinge o pico neste primeiro trimestre na China e provoca apenas “surtos moderados e contidos” nos demais países. Neste cenário, a China pode até reverter as perdas deste início de ano a partir do último trimestre, chegando a um crescimento de 6,4% em 2021. Caso o cenário seja pior, com o avanço mais forte da doença fora da China, as revisões podem ser revistas novamente para baixo. (Moz24 -CB)

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