Coronavírus: Moçambique sem planos para evacuação


Embaixadora de Moçambique na China diz em entrevista à DW que o Governo está a examinar o apoio que pode ser prestado aos moçambicanos no país, face ao surto de coronavírus. Evacuação ainda não é uma opção


Moçambique ainda não registou qualquer caso do coronavírus, tanto dentro do país como entre a comunidade moçambicana a viver na China, onde foi diagnosticado o primeiro caso da doença, no final do ano.

"Até ao presente momento, não recebemos notificação de algum moçambicano contaminado pelo vírus que está a afetar a China", afirmou esta quarta-feira (29.01) a embaixadora de Moçambique no país, Maria Gustava.

Um total de 450 moçambicanos residem na China continental, 39 em Macau e 10 em Hong Kong. Cerca de 30 são estudantes que vivem na cidade de Wuhan, o epicentro da doença.

Segundo Maria Gustava, o Governo está a organizar-se para identificar o tipo de apoio que poderá prestar aos moçambicanos que se encontram a residir na China.

"Ainda não estamos a pensar em nenhuma medida de evacuação. Estamos a seguir aquilo que é a recomendação das autoridades chinesas, que é para manter a calma e evitar o movimento das pessoas", disse a embaixadora em entrevista à DW África.

Emissão de vistos suspensa


Internamente, Moçambique já está a implementar um conjunto de medidas preventivas para fazer face a um eventual surto da doença. A emissão de vistos foi suspensa.

"Não se estão a emitir vistos daqui [Moçambique] para a China ou da China para aqui. É uma medida para minimizar os efeitos nefastos que essa doença possa trazer para o nosso país", anunciou Helena Kida, porta-voz do Conselho de Ministros.

Para além dos moçambicanos que residem na China, Moçambique registou nos últimos anos um incremento da comunidade chinesa que está a trabalhar em diversos projetos e na área do comércio. Há, igualmente, cada vez mais moçambicanos a viajar para a China em negócios.

Controlos nos aeroportos


As autoridades reforçaram igualmente as medidas de segurança nos principais pontos de entrada do país, nomeadamente aeroportos, onde fazem o rastreio do vírus nos viajantes suspeitos.

Mas, para a Diretora Nacional de Saúde Pública, Rosa Marlene, o risco da eclosão de um surto de pneumonia ou de gripe devido ao coronavírus no país é "extremamente pequeno".

"Nós sabemos que as doenças gripais são no inverno. Nós estamos na altura quente. Portanto, a probabilidade de transmissão de infeção respiratória é muito pequena", referiu.

A responsável assegurou ainda que o país tem condições para responder a um eventual surgimento de pacientes diagnosticados com a doença no país: "Nós temos uma capacidade técnica instalada, em termos de conseguir diagnosticar… Temos médicos, temos enfermeiros, temos unidades sanitárias."(DW)

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