Cooperação China África um pilar da paz global*


Por Professor Dr. André Thomashausen (Unisa)


A fórmula mágica da cooperação da China África é o seu empenhamento nas relações de amizade internacional, da libertação dos povos e solidariedade. É conhecida como sendo a solidariedade “ win-win”, que oferece um modelo de controlo integrado e de gestão centralizada do desenvolvimento.

Os recursos naturais africanos são assim desenvolvidos e extraídos com o capital e do ‘“know-how” da China em parceria com seus donos africanos. São comercializados e vendidos a preços de mercado mundial pela China, que aplica os retornos em projectos de desenvolvimento de infra-estrutura em África, acrescentados por generosas linhas de credito em condições financeiras de juros muito baixos, a longo prazo, isenções de impostos e escala zero.

As três fases da cooperação - extracção de recursos, comercialização dos recursos e desenvolvimento de infra-estruturas - são geridas por comissões governamentais conjuntas, a luz dos chamados acordos bilaterais mais conhecidos por Acordos Mestres de Facilitação. Essa fórmula elimina o risco comercial e a corrupção em todas as etapas da cooperação.

Esse modelo único de desenvolvimento co-operacional é fortalecido pela abertura sem limites feita pela China dos seus mercados para todos e qaulquer produtos e serviços que a África queira trazer para o mercado da China. Bem ao contrário da prática da União Europeia que continua a restringir severamente as importações africanas com cotas e barreiras técnicas e injustas aos produtos Africanos que queiram entrar no mercado da UE.

A cooperação FOCAC e a nova iniciativa “Belt and Road” reduziram o custo do comercio entre a China e África. E como também criaram novas infra-estruturas de transporte e comunicações ferroviária também encorajam o comércio intra-africano pela primeira vez em séculos.

O “vínculo entre pessoas” (民心 相通) é um dos cinco pilares da “Iniciativa Belt & Road”, sendo os outros quatro pilares “coordenação de políticas”, “conectividade de instalações”, “comércio desimpedido” e “ integração financeira ”. Em vez de construir muros e militarizar os países africanos, a China investe na cooperação e integração económica como base para a paz e a segurança a nível global.

No início dos anos 90, todos os estados africanos adoptaram modelos europeus de democracia multipartidária, acreditando na promessa da Europa de que isso resultaria em melhor comércio, progresso e prosperidade, assim como tem acontecido na Europa. Porém, em África, o modelo de governação europeia trouxe apenas fraudes eleitorais, insegurança, guerras civis, abuso de poder, exploração abusiva de recursos e corrupção sistémica.

A cooperação China Africa, em que todos os parceiros saem ganhando, é a alternativa aos projectos da “ajuda ao desenvolvimento condicional” e da militarização de países pobres e fracos. As forças da OTAN procuram estabelecer bases militares em toda a África e a AFRICOM americana, já estabeleceu bases militares em 34 países africanos. Devemos lembrar que não foi a cooperação com a china, mas sim o “Acordo de Armamento” sul-africano com a Europa em 2000, bm como o programa de defesa marítima de Moçambique com a França e a Suíça em 2015, que terminaram em escândalo e falência.


*texto vencedor no concurso de redação da embaixada da China na Africa do Sul, com o cerimónia da entrega do prêmio a realizar-se a 18 de janeiro

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