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Contrabando de madeira continua




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Enquanto Cabo Delgado encontra-se envolto num cocktail que vai desde os ataques terroristas protagonizados pelos ‘ Alshabab,” que já resultou em mais de mil e quinhentas mortes, uma crise humanitária com 250.000 deslocados de guerra, a pandemia da covid-19 líderes da nomenclatura politica moçambicana mais uma vez envolvidas no contrabando de madeira de Moçambique para China.


Apesar do banimento da exportação de madeira em toro de Moçambique alem fronteiro facto é que semana finda a Autoridade Tributaria na cidade de Pemba na Província de Cabo Delgado, fez a apreensão de madeira em contentores que iam saindo de Moçambique para a China.

São 102 contentores de madeira em toros e serrada nas espécies de Jambir, Umbila e Chanfuta actualmente no recinto do porto de Pemba que estava prestes a ser exportada para a China.


Segundo Milagre Caifaz Matusse director da Autoridade Tributaria na Província nortenha de Cabo Delgado a instituição que dirige não se pode pronunciar sobre este caso que esta neste momento sob a égide da procuradoria local .


“Este é um processo que ainda esta em curso. Nós já tínhamos dito ao público e a imprensa em geral que ainda não estamos em condições de avançar muitos dados porque ‘e um processo que esta em investigação nomeadamente pela procuradoria aqui provincial e por outras autoridades competentes.”


Segundo fontes envolvidas no processo de investigação sobre os contornos da tentativa de contrabando da madeira referida em milhares de dólares, centenas de hectares devastados o Moz24h foi informado de que a madeira apreendia ‘e pertença de duas empresas, uma moçambicana e a outra chinesa .


A empresa segundo o Boletim da República nº 10, III Série de 15 de Janeiro de 2018 é detida por Zhao Zhiguo e Lianlian Li que se associaram a empresa Top Pacific (China) Limited. Esta empresa fez a sua escritura pública em Pemba, a 27 de Novembro de 2017.

Objecto social: Comércio geral com exportação e importação, e na área de agricultura, silvicultura, floresta, recursos minerais. A sociedade poderá adquirir participação em outras empresas que desempenham as mesmas actividades e/ou adjudicar-se às associações nacionais e singulares que exerçam as mesmas actividades, assim como poderá exercer outras actividades similares, desde que para o efeito esteja devidamente autorizado nos termos de legislação em vigor.


E, a segunda empresa é pertença de Isabel S. Kavandeka, então Ministra para os Assuntos Parlamentares da Assembleia da Republica de. Moçambique.

Neste esquema, segundo Armando Wilson porta-voz da Procuradoria de Cabo Delgado

foram detidos nove agentes do estado sendo quatro funcionários da Direcção Provincial de Terra Ambiente e Desenvolvimento (APTADER/AQUA), três das Alfandegas, um da Policia e o outro do Serviço de Segurança do Estado (SISE).


O governo moçambicano anunciou a proibição da exportação de madeira em toro não processado em Novembro de 2015, e suspendeu o carregamento de certas espécies como são os casos de árvores de pau-ferro usados na produção de carvão vegetal.

No princípio de Novembro de 2016, o parlamento aprovou por unanimidade um projecto de lei que proíbe a exportação de madeira não processada e a lei entrou em vigor a 1 de Janeiro de 2017. Esta proibição não se aplica a madeira semi-processada, como são os casos de vigas, tábuas e parquete, ou produtos acabados, como o mobiliário.


Na altura o então timoneiro do Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, dissera ao parlamento que a nova lei destinava-se a proteger as florestas moçambicanas, assegurar uma exploração sustentável, Industrializar o sector florestal, encorajar a exportação de produtos de maior valor agregado, acabados e semiacabados- e criar mais empregos.


Pouco depois da aprovação da lei, as autoridades anunciaram a apreensão de 1300 contentores de troncos de madeiras no porto de Nacala, no princípio de Dezembro. Constituiu o maior volume de madeira ilegal confiscada em Moçambique e acredita-se ter como destino a China.

O banimento total na exportação de toros de madeira significa que os inspectores aduaneiros não irão mais determinar que tipo de madeira deve ser exportado, dado que de acordo com a lei em vigor as espécies mais valiosas têm de ser processadas no país” dizia Correia


“Estimativas indicam que Moçambique perde 220 000 hectares de florestas por ano, desde o derrube de árvores, bem como de incêndios florestais para a prática da agricultura de corte e queima."


Carregamento Ilegal

São 102 contentores de madeira em toros e serrada nas espécies de Jambir, Umbila e Chanfuta actualmente no recinto do porto de Pemba que estava prestes a ser exportada para a China no navio “ ATHENS’ que se encontrava na doca do porto de pemba pronto a zarpar por águas internacionais.



Segundo constatado pelo Moz24 nenhuma das agencias como os serviços provinciais de Florestas e Fauna de Cabo Delgado, agricultura questão as principais agencias que providenciam a avaliação técnica de gestão de planos emitindo licenças para a caça, cumprimento de leis de concessões florestais e supervisão de operações florestais como a movimentação de produtos florestais incluindo a entrada no porto de produtos destinados à exportação, autorizaram tal exportação.

Contudo, segundo fontes neste processo também estão envolvidos agente aduaneiro e florestal.


Durante as ultimas duas semanas a nossa reportagem esteve entre o distrito de Montepuez na Província de Cabo Delgado de onde sai uma parte considerável de madeira contrabandeada ate aos portos de Pemba, Nacala com destino a china. Nem a guerra pelas matas, COVID-19 fez, faz parar os prevaricadores. Eram camiões de madeira que durante a noite iam passando do mato para os estaleiros.

Da fronteira de Negomano que liga Moçambique a Tanzânia, a madeira também vai saído conforme constatado pela nossa reportagem a 12 de Maio do corrente ano.

Uma das fontes de financiamento segundo varias pesquisas, investigações no contexto da guerra no Norte de Cabo Delgado, uma onda de violência naquela zona que começou após um ataque armado e confrontos intensivos em Mocímboa da Praia desde Outubro de 2017, consta a madeira.


A quem pertencem as maiores empresas, multinacionais faz décadas vão enriquecendo com base neste produto florestal enquanto o povo ‘ vai amealhando quinhentas’ em prol de um grupo de pessoas?

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