Continua caça furtiva de Elefantes na reserva Nacional do Niassa!


Por Estacio Valoi


A 25 de Maio passado durante a celebração do oitavo aniversário da criação da Administração Nacional de Áreas de Conservação (ANAC) esta anunciara que o país estava a registar uma redução significativa da caça furtiva de elefantes, apontando como exemplo, a Reserva Nacional do Niassa, que completou um ano sem abate de elefantes por caçadores furtivos.

Na altura da sua apresentação em apoteose, a ANAC mostrou-se preocupada com casos de soltura de indivíduos acusados de cometer crimes ambientais, mediante o pagamento de caução, impunidade perante os crimes contra a vida selvagem envolvendo lideres Moçambicanos, a continua caca furtiva a qual durante os últimos cinco não apenas varreu os paquidermes mas também “pelo menos 65 leopardos, 80 leões, 44 hienas e 25 mabecos foram abatidos na reserva do Niassa,” prática esta que segundo fontes no terreno não decresceu.

Segundo a administração do Luwire-Lugenda Camp, foram encontradas cinco carcaças antigas as quais já tinham sido registadas na base de dados da Wildlife Conservation Society (WSC) pelo piloto desta organização faz alguns anos. Informação esta, contradita por alguns fiscais que as consideram inventadas para o Inglês ver. “ São mentiras. Na concessão de Luwire, encontramos cinco carcaças de elefantes abatidos durante os últimos três meses de 2018. São deste ano e não de anos passados como disse a administração de Luwire-Lugenda Camp.”

“É isso. Ninguém faz operações intensivas. As áreas de abate de elefante estão abertas, não há fiscais. Não há operações devido aos novos gestores de Luwire.” Enfatizaram os fiscais

Em Janeiro de 2018, a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) fazia referência que o número de fiscais na (RNN) que ocupa uma extensão territorial de 42 mil quilómetros quadrados, incluindo os dos operadores privados, era de apenas 190, onde 90 pertencem á Administração da Reserva. Muito recentemente, já em 2019, o Administrador da Reserva Baldeu Chande a velocidade matemática, falando a um órgão de informação internacional, revelara apresentando número alucinante, “ a Reserva tem um número total de 300 fiscais.”

A informação revelada por Chande, não só, não encontra eco na informação a que o Moz24h teve acesso directamente da administração do Luwire onde o número de fiscais reduzira contando-se actualmente 50 dos anteriores 80 em 2018 “Temos 50 fiscais. Esperamos voltar a ter 80 ate o fim deste ano” mas também nos fiscais no terreno que afirmam que: “Em 2018 a Luwire despediu cerca de 30 fiscais. Na altura cada um recebia como salario 6062,00MT.”



Fiscais


Mas para os fiscais o cenário é mais dramático Apesar da presença da Unidade de Intervenção Rápida destacada para a Reserva Nacional do Niassa depois dos primeiros ataques protagonizados pelos alegados Al- Shabaab em Mocímboa da Praia, a caca furtiva continua!

Alguns extractos de uma carta da Luwire endereçada aos seus fiscais lê-se o seguinte: Carta da LUWIRE datada de 24 de Dezembro de 2018. “Assunto rescisão de contractos de trabalho

Maio de 2018 Presidente Flipe Jacinto Nyusi e Celso Correia intervieram e introduziram a forca especial FIR na reserva para realizar operações de combate a caca furtiva…. Em consequência desta intervenção da FIR ‘e que não houve caca ilegal de elefantes desde Marco de 2018. Esta mudança drástica, significa que em vez de a Luwire concentrar – se na aplicação da lei, pode mais uma vez virar sua função principal e mandato que é a caça desportiva e safaris de vida selvagem no Bloco-L.”

A maior parte dos elefantes foge da concessão de Kambako para Luwire-Lugenda à procura da protecção. Em Kambako apenas existem guias à disposição dos caçadores de troféus que vão para aquele local. «Na zona da Kambako, que faz fronteira com Cabo Delgado, entre Montepuez e Mueda, fazem e desfazem

“O novo gestor da Luwire, John Nels apertou tudo. A Luwire maltrata fiscais que já há muito tempo vem sofrendo, lutando contra a caca furtiva. Quem tem direito são os negros zimbabwianos com bom salario. Um técnico da Smart recebe 52.000,00mt contra os 23.000,00 meticais do chefe da fiscalização que faz muito nesta reserva. Dorme mal e sem transporte mas os zimbabueanos tem. Querem reclamar serão expulsos de forma como os fiscais foram despedidos. Indemnizados para ir descansar.”

As condições de trabalho dos Fiscais de Luwire parecem não registar melhorias. “Têm mais direitos os estrangeiros do que nós que fazemos muito serviço. Miséria. Alimentam-se de 12 quilogramas de farinha de milho, 12 de Feijão e 12 de arroz durante o período de três meses. Salario magro. Estamos lixados.”

“A população de Mecula pediu ao comandante Geral da polícia para trazer o Ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural Celso Correia e o director. O novo administrador Baldeu Chande esta a afundar a Reserva. Da ANAC não querem o Baldeu, esta a afundar a Reserva.”


Braço de Ferro na Reserva


Entre hostes, ousanas, crispação e, sem para raios, há os que pedem a cabeça de Baldeu Chande. E, o caldo vai se entornando a luz do braço de ferro entre WSC e a Administração Moçambicana. No auge furtivos de grande gabarito antes presos e sem o acompanhamento da (RNN) vão sendo soltos dos calabouços.

Girupo de Mateso Albano Kasian, alegadamente o mestre da caca furtiva e comercialização de Pemba a Shuidong na China. Mateso foi preso no Norte de Moçambique em Julho de 2017 por uma forca conjunta de oficias da reserva do Niassa, a ANAC, Serviço de Investigação Criminal de Moçambique em colaboração com as autoridades tanzanianas, depois extraditado para a Tanzânia https://oxpeckers.org/2017/11/ivory-smugglers/.

Em 2018 mas celas do Niassa ficaram os seus comparsas que a posterior foram soltos. “Trata-se de Rachado Fernando Araújo, Carlitos Jorge, Salmo Macho, Carlitos Rubaine interpelados num confronto com a 375 de Mateso. Ultimas operações de 2018.” Disse a nossa fonte.


20% Para as comunidades na reserva nacional do Niassa


Sobre a 20% partilha de benefícios económicos com as comunidades locais, formação dos recursos humanos e reabilitação das áreas de conservação com a construção e manutenção de infra-estruturas de gestão e reintrodução de espécies emblemáticas para atracção turística e recuperação dos ecossistemas canalizados pela reserva a população, segundo nossas fontes, do ano passado ate aqui, “nada pago.”

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Redaçao: Germano de Sousa, Palmira Zunguze e Nazira Suleimane

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