CNDS admite que ataques em Cabo Delgado são obra do “Estado Islâmico”



Por Palmira Zunguze


Finalmente o Conselho Nacional de Defesa e Segurança (CNDS), órgão presidido por Filipe Jacinto Nyusi, Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança admite que os ataques em Cabo Delgado sejam obra do famigerado Estado Islamico.

Ontem durante a realização da Segunda Reunião Ordinária, o CNDS analisou a situação dos ataques na província de Cabo Delgado "e concluiu que o facto da autoria dos mesmos ser reivindicada pelo Estado Islâmico, uma organização terrorista, revela que estamos em presença de uma agressão externa perpetrada por terroristas".

É a primeira vez desde a eclosão do chacina em Cabo Delgado que este orgão admite o facto.

O CNDS apreciou, dentre vários pontos da agenda, a informação sobre a situação da ordem e segurança públicas, com enfoque para a província de Cabo Delgado.

O Conselho saudou ainda as Forças de Defesa e Segurança pelo esforço empreendido com vista à reposição da ordem e segurança públicas bem como o normal funcionamento das instituições e apela às comunidades a continuarem o seu empenho no apoio às FDS.


O que Nyusi disse em Fevereiro


Há pouco mais de dois meses, mais concretamente a 11 de Fevereiro, o Presidente da Republica, Filipe Nyusi disse em Cabo Delgado onde se deslocou com o governo que os que estão a fazer ataques terroristas “se derem a cara e disserem o que querem nós vamos ouvir”.

Filipe Nyusi classificou mesmo de cobardia o que esses grupos estão a fazer neste momento.

“É uma guerra movida por pessoas de fora e pessoas que têm dinheiro. Não sabemos onde levam esse dinheiro para matarem os moçambicanos. Se calhar é o dinheiro dos próprios moçambicanos que matam os moçambicanos”, disse Filipe Nyusi, para quem a solução passa também pela colaboração da população nas comunidades.

“Não tenham vergonha de dizerem que este é o criminoso fulano, até podem chamar tio, há tios criminosos também. Podem dizer ‘é aquele que me mandou e disse que vai me dar isto’. Se nos fizerem isso cinco pessoas nós vamos encontrar”.

Apanhar um inimigo que aos olhos do Presidente, pode estar infiltrado em várias esferas da sociedade.

“Estão aqui dentro, alguns, entre vocês. Vieram ouvir. Digo isso porque já fizemos algumas reuniões nos distritos onde fiquei, alguns deles falaram mais do que outras pessoas, passado uma semana fomos encontrar no mato a dirigir grupos (de terroristas), aquele que falou muito na reunião. Então, significa que é preciso muita vigilância”, advertiu.


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