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Cerimónia de Graduação de Mestres em Biologia de Conservação


Teve lugar na passada Sexta-feira. 28 de Fevereiro, nas instalações do Laboratório de Biodiversidade do Parque Nacional da Gorongosa a cerimónia de atribuição do grau de Mestre a 12 Moçambicanos (cinco do sexo feminino e sete do sexo masculino) que concluíram os 22 meses do Mestrado em Biologia de Conservação.


Na foto, ao centro, estão o Ministro da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional e a Ministra da Terra e Ambiente. Para além dos novos Mestres em Biologia de Conservação podem ser vistos também os representantes do consórcio “BioEducação”.


O Programa de Mestrado em Biologia de Conservação foi concebido pelo consórcio “BioEducação” composto pela: Universidade Zambeze, Universidade Lúrio e o Instituto Superior Politécnico de Manica em parceria com o Parque Nacional da Gorongosa e a Universidade de Lisboa de Portugal e é suportado pelo Fundo de Desenvolvimento Institucional e pela Fundação Americana “Howard Hughes Medical Institute of Science Education” (HHMI) dos Estados Unidos da América. Participaram na cerimónia a Ministra da Terra e Ambiente e o Ministro da Ciência e Tecnologia, Ensino Superior e Técnico Profissional, bem como os representantes do HHMI e das instituições do Consórcio BioEducação, membros do governo provincial, distritais, líderes comunitários, familiares, amigos e colegas dos Mestres ora graduados.


Este Mestrado, considerado como um dos primeiros numa área de conservação, veio dar uma formação sólida em biologia da conservação, ecologia e gestão ambiental bem como a oportunidade de aplicar conhecimentos, competências e atitudes desenvolvidas durante o curso, no contexto do desenvolvimento da pesquisa, possibilitando o confronto entre o conhecimento teórico e prático e dando aos novos Mestres a oportunidade de solucionar problemas técnicos reais. Importa referir que o curso de Mestrado foi ministrado na sua totalidade no interior do PNG e que os estudantes tinham uma bolsa completa financiada pelo HHMI que custeou a sua acomodação e alimentação.


Foto dos novos Mestres em Biologia de Conservação A este grupo temos a honra dar os parabéns pela sua dedicação e encorajá-los a trabalhar em prol da conservação em Moçambique e além-fronteiras. A partir de hoje, estes 12 novos Mestres começarão a contribuir com os seus conhecimentos e especialidades recém-aprendidas para os sectores de conservação e ciência em Moçambique. Dois são professores que retornarão às suas instituições, onde fortalecerão a equipa de ensino. Dois serão empregados no Parque Nacional do Arquipélago de Bazaruto e no Parque Nacional da Gorongosa, respectivamente. Outro já começou a trabalhar num instituto nacional de investigação, enquanto outros irão para Portugal para estudos e estágios.


Após a conclusão bem-sucedida dos estudos deste primeiro grupo, congratulamo-nos com o facto de que um segundo grupo de 12 alunos de Mestrado começará agora a mesma jornada no próximo mês de Março.

Sobre o Projecto da Gorongosa e a sua vertente de Educação Científica O Projecto de Gorongosa procura integrar a conservação e o desenvolvimento humano com a compreensão de que um ecossistema saudável irá beneficiar os seres humanos, os quais por sua vez se sentirão motivados para apoiar os objectivos do Parque Nacional da Gorongosa.


A investigação científica faz parte integral do plano de longo prazo para a restauração do ecossistema da Gorongosa, porque um profundo conhecimento do ecossistema da Gorongosa irá ajudar a gestão do Parque a tomar melhores decisões sobre a sua conservação. O Laboratório de Biodiversidade E.O. Wilson foi inaugurado em Março de 2014, e colocou a Gorongosa como um dos pólos de investigação mais avançados da África Austral.


O Laboratório atraiu a atenção nacional, regional e internacional e cientistas de diversas instituições têm estado a fazer investigação no Parque como por exemplo, as Universidades Eduardo Mondlane e Lúrio em Moçambique, as Universidades de Coimbra e Lisboa, em Portugal, a Universidade de Oxford em Inglaterra e as Universidades de Harvard e Princeton, nos EUA. Um dos papéis mais importantes do Laboratório é providenciar formação à próxima geração de cientistas Moçambicanos no Parque e também enviá-los para universidades de modo a tirarem diplomas avançados. Alguns jovens (provenientes das comunidades vizinhas do Parque ou das escolas técnicas da região centro), que recebem assistência financeira total ou parcial do Laboratório, estão a estudar em universidades e escolas de nível médio para futuras carreiras como veterinários, ecologistas e técnicos de laboratório. (PNG)

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