Caso do atentado contra Augusto Pelembe do MDM "pendurado" no SERNIC


Por Germano de Sousa


No dia 10 de Outubro, uma quinta-feira, em plena EN1 (a estrada mais importante do país), em plena campanha eleitoral (momento de maior rigor e responsabilidade para as autoridades), em plena luz do dia (onde tudo é mais claro e visível, cerca de 14 horas ), Augusto Pelembe, candidato do MDM ao cargo de governador da província de Maputo, quase teve morte certa, quando 4 indivíduos se fazendo transportar numa viatura, abriram fogo contra o seu carro que seguia em mais uma caravana de caça ao voto.

O caso foi de imediato reportado ao posto polícial de Maluana para os efeitos de investigação e responsabilização dos autores desconhecidos..

Até hoje, nada foi esclarecido. "Só me dizem que o caso foi entregue a SERNIC, serviço nacional de investigação criminal", nos contou Pelembe.

O mais estranho é que de lá até a data, nenhum agente da SERNIC, ex PIC, policia de investigação criminal, contactou o visido a procura de detalhes que possam levar aos autores da inglória tentativa de assassinato.

Pelembe entende que não há vontade para o esclarecimento do caso. Alguns círculos entendem também da mesma maneira, aliando ao facto de dias antes ter sido barbaramente assassinado na província de Gaza, ainda no contexto das eleições, o observador do processo Inocencio Matavel por agentes que se revelaram ser da polícia, facto deixou meio mundo boquiaberto sobre a probabilidade da existência de esquadrões da morte que funcionam sob comando do Estado.

Moz24h tentou sem sucesso contactar as autoridades policiais de Maluana, local do crime, para obter detalhes em torno do caso.

Augusto Pelembe, mostra-se agastado com o caso e afirma que este processo eleitoral, foi o mais violento e certamente será o mais polêmico na história da nossa democracia.

Amável Vera Cruz, delegado do MDM na província de Maputo, nesta quarta feira (23) estranhou igualmente que o caso não tenha desenvolvimento.

"Os agentes da SERNIC vieram da Manhiça, tiraram os vestígios do atentado, fomos ao posto policial de Maluana, abriu-se o auto e até hoje não nos dizem nada", explicou Vera Cruz.

O MDM, segundo soubemos, está preocupado com o assunto, não só por se tratar de uma vida que esteve em perigo, mas também por parecer uma tentativa de silenciar a oposição.

Aliás na mesma semana o presidente do MDM em plena campanha em Gorongoza, na província de Sofala, classificou o atentado a Augusto Pelembe como um atentado a democracia (x)

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