“Caso da Escola Prática da PRM em Matalana está a ser investigado” - Filipe Nyusi


O Presidente da República, Filipe Nyusi, disse, ontem, que o caso que ocorreu na Escola Prática da PRM, em Matalana, província de Maputo, que culminou com gravidezes de instruendas, está a ser investigado pelas instâncias competentes.

O Chefe do Estado que falava no encerramento do quadragésimo curso básico da Polícia, disse que o governo condena actos similares e que ninguém está acima da Lei. Apelou aos guardas da polícia, graduados hoje para a observância dos princípios da corporação.    Aos mais de três mil novos guardas estagiários da Polícia, o Presidente da República apelou para que o uso da força seja sempre o último recurso nas suas actuações.

O polémico “Caso Matalane”, tem a ver com as 15 instruendas que faziam parte do 40º Curso Básica da PRM que, alegadamente, engravidaram, durante a formação.

Numa cerimónia alusiva ao encerramento do curso, Filipe Nyusi não passou ao lado do caso.

“O Estado não deve nem vai tolerar situações como estas. A lei deverá ser cumprida e ela é igual para todos nós. Ninguém está acima da lei”.

De acordo com o PR, “para o Governo, este caso é sério e está a ser investigado, ao detalhe, a nível ministerial e do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique”.

“Investigações minunciosas deverão prosseguir até à responsabilização dos culpados” disse adiantando que “Os recentes casos de Matalana, efusivamente, propalados na mídia social, mostram a dimensão dos nossos problemas como sociedade. Os referidos nestes casos são filhos, pais, irmãos e amigos de alguém, alguns destes comportamentos foram partilhados com alguém que ficou em silêncio, foi conivente e não chamou atenção nem logrou denunciar” .

“Hoje, toda a culpa recai sobre a Escola, sobre o Comando-Geral da PRM, sobre o Ministério do Interior, sobre o Estado. Mas, antes de virem para aqui, saíram de uma família, de uma comunidade que lhes transmitiu valores, ou está convencida que lhes transmitiu e que os jovens assimilaram” rematou o PR.

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