Campanha eleitoral: Visível desnível de recursos


Por Sérgio Cossa


Os poucos dias de campanha eleitoral já trazem a superfície o desnível de recursos entre os vários partidos e candidatos concorrentes. Os partidos representados no Parlamento vão mostrando ter mais recursos para namorar os eleitores e pedirem votos. A Frelimo, o partido no poder vai exibindo a pujança habitual. Mas não era para menos, a fronteira entre os recursos do Estado e do partido é praticamente inexistente. Recursos de Estado são colocados ao serviço da máquina partidária sempre que há eleições.-Os adversários queixam-se desse facto mas, normalmente nada acontece. O mesmo serve para o candidato presidencial do partido que se veste de vermelho. Em época eleitoral torna-se difícil saber quando recorre a recursos e meios do Estado e quando está a recorrer aos cofres do partido.

No terreno, também é visível que a Renamo é a segunda força política no cenário político moçambicano. Também, pelos recursos que mobiliza. Pelo cartazes que cola. Pelas camisetes que distribui. Pela máquina que movimenta.

E claro, o MDM, a outra força política com representação parlamentar, mostra no terrenos possuir mais recursos que as forças que não estão representadas na Assembleia da República.

A grande incógnita destas eleições é saber se o Parlamento há- de continuar ser monopólio das três referidas forças, ou se novos actores irão entrar em cena. Ainda é cedo para avançar cenários ou proferir vatícinios. Mas um facto é inegável, as forças políticas com representação parlamentar entram na corrida em visível vantagem. Também pelos recursos que têm a seu dispor.

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