Campanha de Donald Trump entra com vários recusos contra a contagem de votos


Horas depois das televisões apontarem o candidato democrata Joe Biden muito à frente na corrida à Casa Branca, embora faltem milhões de votos para serem contados, o Presidente Donald Trump anunciou vários recursos judiciais que podem levar a um prolongado conflito legal.

Em três Estados considerados cruciais para determinar o vencedor da eleição – Geórgia, Michigan e Pensilvânia – a campanha de Trump abriu processos nesta quarta-feira, 4, sobre o manuseio dos boletins de votos enviados pelo correio, enquanto em Wisconsin a equipa de Trump solicitou uma recontagem de votos.


Ao fazer isso, os advogados de Trump tentam também bloquear a contagem de um grande número de votos enviados pelos correios que Trump argumenta, sem provas, serem o foco de uma fraude e que podem colocar Biden na esteira da vitória.

No início da noite, o candidato democrata Joe Biden foi apontado como vencedor em Michigan e Wisconsin, mas a contagem de votos continua na Geórgia e na Pensilvânia, onde os dois candidatos estão muito próximos.

“Também exigimos a revisão dos boletins de voto que foram abertos e contabilizadas sem a presença de membros da nossa equipa”, disse o director de campanha de Trump, Bill Stepien, no comunicado em que anunciou o processo legal em Michigan.

Longa batalha legal

Os processos foram abertos depois de Trump ter indica de manhã que iria recorrer directamente ao Supremo Tribunal para interromper a contagem de milhões de votos por correspondência ou ausentes.

Especialistas jurídicos dizem que o Presidente não pode recorrer directamente ao Supremo Tribunal para pedir a suspensão da contagem dos votos, no entanto, a ameaça sugere que a campanha de Trump prepara-se para uma longa batalha legal pós-eleitoral naquela que já é considerada eleição mais questionada legalmente na história do país.

“A campanha de Trump mantém as mesmas táticas incansavelmente por um ano, então não posso imaginar nenhuma razão para eles pararem até que tenham esgotado todos os meios”, disse James Gardner, professor de direito e especialista em eleições da Universidade de Buffalo.

Embora o Supremo Tribunal possa sempre intervir para resolver uma disputa eleitoral, assim como fez durante a eleição de 2000 entre o republicano George W. Bush e o democrata Al Gore, até chegarem lá os processos têm de vencer muitos obstáculos.

“Não há nenhuma lei que permita a suspensão arbitrária da contagem de votos em todo o país ou mesmo num Estado específico, então não há base legal para tal”, assegurou Kim Wehle, professora de direito da Universidade de Baltimore e autora do livro O que você precisa saber sobre votação e por quê.

Esta leitura não significa que Donald Trum não disponha de muitos recursos para procurar os 270 votos eleitores que ele precisa para ser reeleito.

Confiança nos dois lados

Até ao final da noite de quarta-feira, de acordo com dados recolhidos pela VOA os resultados das eleições em 44 dos 50 Estados indicam 213 votos eleitorais para Trump e 253 para Biden.

Nos demais Estados, não é possível avançar qualquer projecção credível.

Apesar das incertezas, as campanhas de Trump e de Biden alegam que a vitória é possível.

“Sentimos que o Presidente está numa posição muito, muito boa nesta manhã”, disse o director de campanha de Trump, Bill Stepien, à imprensa.

Por seu lado, a directora de campanha de Biden, Jen O’Malley Dillon, afirmou que o democrata estava “no caminho certo para vencer esta eleição e será o próximo Presidente dos Estados Unidos”.

Para esta sexta-feira, aguardam-se resultados de mais tres Estados que irão definir definitivamente que ira conduzir os destinos dos EUA.


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