“Camarada” Chipande, onde estás?



Exmo Senhor Alberto Joaquim Chipande, decidi me dirigir a si, embuido do espirito de patriotismo e cidadania. Escrevo-lhe sustentado pelo ainda indesmentivél dito, segundo o qual, a entronização do nosso actual Presidente da República, era resultado de “homilias” da Frelimo que demandavam um “makonde” na balança do equilibrio do poder, que estiverá, outrora, largos anos nas mãos dos “Sulistas”. É a dialéctica da história do partido, do pais, de África e do Mundo...

Ocorre dessa demanda, que o General seria a figura inquestionavél, para essa transição em nome desses equilibrio, mas factores naturais que se manifestam pelo envelhecimento do corpo (tudo por culpa dos preciosissimos calendários!!!) levaram a que vós, nossos familiares do norte, entronizassem democraticamente o “camarada” Nyusi, com votos, extras ou não, do sul, centro e norte. E viva o equilibro meu general.

O meu General ha-de convir que já não se encontra em condições fisicas iguais as que disparou “o primeiro tiro”, o tal que poeticamente a história diz ser da sua autoria, na grande epopeia contra a longa noite colonial.

Primogénitos do “primeiro tiro” a parte à verdade é que os colonos, até certo ponto, renderam a vossa bravura e determinação. Nyusi foi à figura escolhida e senta as suas arraiais entre a Ponta Vermelha e a Julius Nyerere. Não deixa de constar que antes, ocupou a mesma pasta em que o general Chipande se sentará em momentos drámaticos da nossa história recente, enquanto ministro da defesa. As investidas das “gloriosas” “Forças Populares de Libertação de Moçambique” contra um inimigo gerado no embrião do Apartheid, fizeram do General uma figura respeitada e temida. Que o digam os que queriam dividir o país pela Zambézia...

Saindo da guisa do intróito (perdoe-me se fui longo, é da quarentena nos imposta por este COVID19...) que me soprou oportuna, o berço de luta contra cinco séculos de dominação colonial está a ser dilacerado desde o dia 5 de Outubro de 2017.

Entre 2013 a 2014, houve um pretexto com dribles de fazer invejá a Messi, CR7 e Rungo Bata, de se ir buscar uma mola por ai para alegadamente se defender está pátria da qual o senhor sentiu na pele a luta pela sua independencia. Da mola, outro nosso irmão, também ele General, diz não ter visto quando chegou no ministério da Defesa que o senhor defendeu com bravura.

“Mufunfas” das boladas à parte (parece que foi uma de cena daquele filme TODOS COMEM PELA MEDIDA GRANDE) a verdade é que um grupo está a ridicularizar os seus 10 anos de luta contra o Colonialismo portugues, somados aqueles outros da luta contra os “Bandidos Armados”.

Sabe General, eu recuperei o termo “Bandidos Armados” e com ele tenho estado a descrever os relatos que nos chegam de Palma, Mocimboa da Praia, Quissanga, Ibo sobre a acções que me levaram a dirigir-me a si, por escrito.

Devo lhe confessar: a coragem destas linhas deriva da sua cidadadia e patriotismo que estão também a ser humilhados. Estão a ser humilhados estes valores com o vergastar da pátria e ao silencio de quem deva se pronunciar. Estão a ser espezinhados com o erguer das bandeiras dos “AL SHABABEs”. Estão quase no degredo esses valores quando os videos dos filhos da terra, estáo a ser partilhados, como se fosse uma prova viva de que a tua luta foi em vão. São dores meu general que me permitem perguntar: Afinal o que é que se está a passar com o “nosso filho”? Mente o general Hama Thai quando diz que “Não temos capacidade”? A última e a mais importante: onde estás? Da “Missão Suiça” fala-se da Nova Frelimo e da falta de liderença.

"Camarada" Chipande Onde estás?

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