Blinken "formaliza" acusações de crimes de guerra praticados pela Rússia na Ucrânia


Escola destruída pelas forças russas em Kharkiv, Ucrânia, 23 Março 2022


Biden alerta para uso de armas químicas pela Rússia e prepara-se para anunciar mais sanções

Bruxelas — O secretário de Estado americano acusou as forças russas de cometeram crimes de guerra na Ucrânia e garantiu que os Estados Unidos vão trabalhar para responsabilizar a Rússia.

“Vimos inúmeros relatos confiáveis de ataques indiscriminados e ataques deliberadamente dirigidos a civis, bem como outras atrocidades”, disse Antony Blinken, nesta quarta-feira, 23, em Bruxelas, acrescentando que muitos dos prédios de apartamentos, escolas, hospitais e outras infraestruturas atingidas “foram claramente identificados sabendo que havia civis". O chefe da diplomacia americana disse que esta “avaliação” teve por base uma revisão cuidadosa das informações públicas e de inteligência recolhidas desde que a Rússia invadiu a Ucrânia há exactamente um mês, a 24 de Fevereiro.

Binden avisa para uso de armas químicas Blinken viajou com o Presidente Joe Biden a Bruxelas, onde vão se encontrar com aliados europeus nesta quinta-feira, 24. Na hora da partida, Biden alertou sobre o uso potencial da Rússia de armas químicas contra a Ucrânia.

“Acho que é uma ameaça real”, afirmou. Autoridades americanas já haviam alertado que Moscovo pode usar armas químicas na Ucrânia e responsabilizar os ucranianos por um eventual atraque, como parte de uma operação chamada de “bandeira falsa” para justificar a invasão russa. A Rússia tem repetidamente refutado as acusações de crimes de guerra.

NATO reforça posições Por outro lado, Joe Biden deve anunciar novas sanções contra a Rússia nesta quinta-feira, dia que marca um mês desde a invasão da Ucrânia. A NATO também deve anunciar o envio de quatro novos grupos de combate para o flanco leste da aliança como parte das suas medidas defensivas adicionais, admitiu o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, a repórteres em Bruxelas na quarta-feira.

As unidades prontas para o combate devem ser enviadas para a Bulgária, Hungria, Roménia e Eslováquia, de acordo com Stoltenberg, enquanto outros estão totalmente operacionais nos Estados bálticos e na Polônia desde 2017.

“Espero que os líderes concordem em fortalecer a postura da NATO em todos os domínios, com grandes aumento de forças na parte oriental da aliança em terra, no ar e no mar”, disse Stoltenberg, acrescentando que a agressão da Rússia cria um “novo normal” para a segurança da aliança. (VOA)

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