Bad financia transformação agro industrial de desenvolvimento integrado Pemba –Lichinga



A 17 de Dezembro, o Conselho de Administração do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) aprovou uma subvenção de 47,09 milhões de dólares para a primeira fase do Desenvolvimento da Zona Especial de Processamento Agro-Industrial (sigla em inglês, SAPZ) do Corredor de Desenvolvimento Integrado PembaLichinga, um projecto transformacional, que visa melhorar a produtividade agrícola e o desenvolvimento do agronegócio na província do Niassa.


O projecto será financiado pelo Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF) e, na sua primeira fase, tem os seguintes objectivos: (i) reforçar a capacidade institucional e o ambiente empresarial para o desenvolvimento agro-industrial e (ii) apoiar a produtividade agrícola, as competências e o empreendedorismo, a fim de melhorar o desenvolvimento da cadeia de valor agrícola na província do Niassa, em Moçambique. O projecto irá pilotar uma melhor coordenação política e de desenvolvimento entre a província do Niassa e os departamentos nacionais, especialmente, com o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural e o Ministério da Indústria e Comércio.


Esta iniciativa está de acordo com a Estratégia Nacional de Desenvolvimento de Moçambique (ENDE) 2015-2035, que visa melhorar as condições de vida da população através da transformação estrutural da economia e da expansão e diversificação da base de produção. É consistente com os esforços concertados da comunidade internacional para apoiar Moçambique na maximização de oportunidades e, para promover o crescimento económico inclusivo; e será a primeira intervenção de iniciativas emblemáticas como o Programa Nacional para industrializar Moçambique (PRONAI) e a Estratégia para a Resiliência e Desenvolvimento Integrado do Norte de Moçambique (ERDIN), que visa abordar as assimetrias regionais para a construção da paz e estabelecer as condições básicas para a recuperação económica nestas províncias.


O projecto está, também, alinhado com o Documento de Estratégia do Banco Africano de Desenvolvimento para Moçambique 2018-2022, com enfoque geográfico nas províncias do Norte e também, comprometido com a Estratégia Alimentar África do Banco, para a transformação da agricultura em África que, entre outros, prevê a promoção das "SAPZs" como um dos seus principais programas emblemáticos. O representante do BAD em Moçambique, César Augusto Mba Abogo, falou desta iniciativa como um projecto de transformação da agricultura e, sublinhou a importância da SAPZ como uma GRUPO DO BANCO AFRICANO DE DESENVOLVIMENTO AFRICAN DEVELOPMENT BANK GROUP instalação partilhada para permitir aos produtores agrícolas, processadores, agregadores e distribuidores, operar no mesmo bairro para reduzir os custos de transacção, partilhar serviços de desenvolvimento empresarial e aumentar a produtividade e competitividade.


"O SAPZ pode promover a participação de pequenos produtores em cadeias de valor e adição deste valor, oferecendo assim, um modelo de desenvolvimento inclusivo", concluiu. Para o Ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, este projecto é um elemento transformador da economia, promotor de inclusão e coesão social e de paz, ao abordar factores importantes da indústria, que permitem o desenvolvimento de infra-estruturas, conteúdos locais, desenvolvimento rural, inovação e capacitação institucional, tanto no sector público como no privado, num só pacote e constituirá, definitivamente, uma mudança de jogo do desenvolvimento do corredor Pemba-Lichinga, em particular.


Informado da aprovação desta subvenção, o Ministro da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, Celso Correia, reconheceu a importância deste projecto para Moçambique ao dizer "O Plano Quinquenal do Governo 2015-2019 (PQG) identifica o sector agrícola como central para as ambições de crescimento económico do país e a promoção de um crescimento mais inclusivo, que procura contribuir directamente para a erradicação da pobreza no país e para a necessidade de diversificar, afastando-se da agricultura de baixa produtividade e orientada para a subsistência, para actividades de maior produtividade, como as industriais e transformadoras, incluindo o agro-processamento".


O projecto basear-se-á numa longa lista de intervenções do Banco no norte de Moçambique, para o fornecimento de infra-estruturas e irá desbloquear, a partir do Niassa, o potencial agrícola do corredor de Nacala. Entre 10 e 13 de Dezembro foram inauguradas duas destas infraestruturas: a estrada N13 no troço Cuamba-Muíta, no Niassa, e o troço Montepuez-Ruaca da estrada N14 que liga as províncias de Cabo Delgado e Niassa. A cerimónia de inauguração foi presidida pelo Presidente Nyusi que salientou que, através do desenvolvimento de infraestruturas sustentáveis, o Governo pretende impulsionar a prosperidade nas províncias do norte, há muito inacessíveis.(Moz24h)

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