BAD considera pobreza e desigualdade principais desafios de Moçambique

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) defendeu hoje que "a pobreza e desigualdades generalizadas" são o principal desafio de Moçambique, enfatizando a necessidade de uma transformação estrutural para o desenvolvimento.


© Lusa


"A pobreza e desigualdade generalizadas, especialmente nas zonas rurais, onde vive a maioria da população, são o principal desafio de desenvolvimento de Moçambique", afirmou o representante do BAD em Moçambique, César Augusto Mba Abogo.

Abogo falava durante uma reunião de avaliação da estratégia para Moçambique do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), do período 2018-2022.

Nesse sentido, prosseguiu, o país deve impulsionar e acelerar a transformação estrutural da economia visando a criação de emprego para a redução da pobreza e desigualdade, de forma eficaz e sustentável.


O representante do BAD avançou que a cooperação com Moçambique, nos últimos quatro anos, "foi ancorada" nos pilares de desenvolvimento de infraestruturas para permitir um crescimento transformador e inclusivo, bem como a criação de emprego.

O foco incluiu ainda o apoio à transformação agrícola e ao desenvolvimento da cadeia de valor, acrescentou.


A governança, resiliência climática e igualdade de género foram definidas como áreas de especial destaque estratégico no instrumento de cooperação entre o BAD e Moçambique, declarou César Augusto Mba Abogo.

"A análise de género foi sistematicamente realizada durante a preparação de cada novo projeto e, quando viável, foram incluídos componentes específicos dirigidos às mulheres", salientou Abogo.


O banco apoiou o diálogo em questões críticas como a sustentabilidade da dívida, através de serviços de assessoria e produtos de conhecimento para reformas políticas na gestão macroeconómica, gestão dos recursos naturais e mobilização de recursos, assinalou o representante do BAD em Moçambique.


Na abertura do encontro, o ministro da Economia e Finanças moçambicano, Max Tonela, assegurou uma gestão eficiente dos recursos destinados ao desenvolvimento do país, assinalando que a economia nacional está a dar sinais de retoma.


"Existem ainda muitos desafios por superar, em relação à flexibilização de procedimentos conducentes ao bom desempenho dos programas e projetos, bem como para assegurar uma gestão eficiente dos recursos financeiros alocados", declarou.


O governante destacou a importância da ajuda que tem sido canalizada pelo BAD, apontando os pilares de infraestruturas e transformação da agricultura como os principais beneficiários da cooperação entre o Estado moçambicano e a instituição financeira continental.


"Moçambique e BAD celebram 45 anos de parceria, marcada por uma assistência financeira bastante significativa para o desenvolvimento do país em mais de 2,5 mil milhões de dólares [2,3 mil milhões de euros], iniciada com a primeira operação no setor de estrada em 1977", observou Max Tonela. (NM)

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