Autoridades moçambicanas preocupadas com aumento de casos em junho


Maputo, 14 jun 2021 (Lusa) - O Ministério da Saúde de Moçambique alertou hoje para uma subida do número de casos de infeção pelo novo coronavírus nas últimas duas semanas, reiterando apelos para o cumprimento das medidas de prevenção.


"Assinalamos com preocupação um ligeiro aumento da ocorrência de novos casos nas primeiras duas semanas de junho, em comparação com o mesmo período do mês de maio", disse Benigna Matsinhe, diretora adjunta de Saúde Pública, durante a conferência de atualização de dados sobre a doença em Moçambique.


Em 14 dias deste mês, o país registou 773 novos casos de covid-19, contra 442 registados em igual período de maio, uma aceleração de 42,8%, detalhou a responsável, referindo que a situação pode "deitar por terra todo o esforço aplicado para conter a propagação da doença no país".


Segundo as autoridades de saúde, os dados indicam que as pessoas estão a "falhar no cumprimento das medidas" face à desaceleração do número de casos registados entre março e maio.


"O nosso apelo vai no sentido de que as pessoas devem continuar firmes no cumprimento das medidas e evitar tomar atitudes negligentes por se considerar que a desaceleração da pandemia significa o fim da doença entre nós", declarou Benigna Matsinhe.


Apesar do aumento de casos, o Ministério da Saúde registou uma redução do número de óbitos nas últimas duas semanas, tendo sido registados cinco mortes, contra 12 registadas nas primeiras duas semanas de maio.


O número de pessoas internadas nos primeiros 14 dias de junho também baixou para 39, quando comparado ao mesmo período de maio, onde foram registados 55 internamentos por covid-19.


Moçambique tem um total acumulado de 841 mortes pelo novo coronavírus e 71.568 casos, 97% dos quais recuperados da doença e 25 internados.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.805.928 mortos no mundo, resultantes de mais de 175,8 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.


A doença é transmitida pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

LYN // LFS

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