Autarca da Beira e Presidente do MDM terá funeral oficial


O Governo decidiu, está terça-feira, que Daviz Simango, líder do terceiro maior partido do país e presidente da autarquia da Beira, a segunda maior do país, terá um funeral oficial.

A resolução para o efeito foi aprovada em sessão do Conselho de Ministros, nesta terça-feira, 23. Simango, segundo filho de Uria Simango e Celina Simango, faleceu esta segunda-feira “vítima de doença” na vizinha África do Sul, para onde foi evacuado de emergência há cerca de uma semana. Simango, de 57 anos de idade, era também presidente do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), partido com representação parlamentar.

Daviz Mbepo Simango, nascido a 7 de Fevereiro de 1964, na Tanzânia, dirigia a Beira desde 2003. Era engenheiro de Construção Civil, formado pela Universidade Eduardo Mondlane.

Inicialmente, membro da Renamo, Simango fundou, em 2009, o Partido MDM.

Os seus pais, Uria Simango e Celina Tapua Simango, foram destacados membros da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), que dirigiu a luta pela independência.

O pai, igualmente pastor presbiteriano, chegou a ocupar o posto de vice-presidente da Frelimo, mas ambos foram extra-judicialmente executados pelo primeiro Governo do país que ajudaram a libertar.


O reverendo Uria Timóteo Simango, seu pai, não chegou a sentar na cadeira da presidência da Frelimo, como rezavam os estatutos da Frente, em caso de vacatura, tal como aconteceu quando o líder Eduardo Mondlane, foi sucumbir em casa de Betty King, ali em Oyster Bay, em Dar-Es-Salaam. Ao seu pai, foi lhe imposto um duo, naquilo que historicamente é conhecido pelo “triunvirato”, da qual se juntaram Marcelino dos Santos e Samora Machel, no “Golpe palaciano” muito provavelmente para o “controlarem” ou até o assassinarem, como os algozes mais tarde vieram a fazer, deixando a si e seus irmãos órfãos e ostracizados até pelo grosso de uma sociedade doutrinada a conhecer os ‘porcos, maus e feios’, indicados pelo dedo indicador de homens que juraram que aqui seria o túmulo do capitalismo.

Alguns desses homens, julgaram em Nachingwea e extrajudicialmente mandaram executar o seu pai. Nem se dignaram a entregar os restos mortais para as famílias realizarem os funerais, conforme rezam as tradições.

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