Ataques terroristas no Niassa


REN/Mecula/aldeias atacadas

Por: Estacio Valoi


Cerca de 400 pessoas forçadas a abandonar as suas casas, machambas. Sabido que Para além do das pessoas que se encontram em Mussoma Lugenda, deslocadas devido aos últimos ataques, estas ultimas 400 pessoas estão refugiadas na vila de Mecula.


“A população de Timbo 1, Timbo 2, Zongole, Cuchiranga e ali perto da Zongole tem uma comunidade, todos saíram estão concentrados em Mussoma.


Duas mulheres de Erevuka foram capturadas, mas libertadas, 7 pessoas foram capturadas em Naulala, das quais 5 foram executadas e 2 libertadas. Existe uma criança desaparecida que se suspeita estar perdida no mato. Novamente a comunidade procurou por ela na manhã de sexta -feira , mas não conseguiu encontrá-lo. as viaturas queimadas são de Chiulexi (Land Cruiser em Lichengwe) e da Policia (Mahindra ) entre Mecula e Macalange.”

Segundo fontes no local pela Primeira vez na Reserva Especial do Niassa (REN) as Forcas de Defesa e Segurança (FDS) desde semana passada estão em perseguição dos insurgentes desde a noite do ataque com o apoio logístico e de pisteiros.


Ainda segundo constatado pelo Moz24h o numero de executados excede as cinco pessoas anteriormente reportadas. So em Naulala foram executados Raul Arde ( Chuilexi fiscal de Chuilexi - Reserva Especial do Niassa, Isufo Assane ,Abdala Pendayo, Awasse Ajibo, Eugenio Zuber ( residente de Erevuka visitando Naulala) Isabe Yassine, criança de 10 anos desaparecida.


Da Província de Cabo Delgado localizada no norte de Moçambique onde encontram-se instalado os megaprojetos para a extração de gás natural que vê se a braços com ataques de grupos armados classificados como uma ameaça de Outubro de 2017 onde já provocou a morte de mais de 3000 pessoas, terroristas voltaram Mecula.

O conflito que já provocou mais de 3.100 mortes, segundo o projeto de registo de conflitos ACLED, e mais de 817 mil deslocados, de acordo com as autoridades moçambicanas, já se faz sentir em Niassa.


Desde julho, uma ofensiva das tropas governamentais com apoio do Ruanda a que se juntou depois a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) permitiu aumentar a segurança, recuperando várias zonas onde havia presença de rebeldes, nomeadamente a vila de Mocímboa da Praia, que estava ocupada desde agosto de 2020.(Moz24h)

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