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Ataques: MNE sul-africana diz que Maputo deve resolver causas do conflito em Cabo Delgado


, A chefe da diplomacia sul-africana, Naledi Pandor, apelou hoje às autoridades moçambicanas a resolverem as 'causas' da violência armada em Cabo Delgado, norte de Moçambique, que já causou mais de 2.000 mortos e 560 mil deslocados.


"Silenciar as armas nessas situações requer lidar com as raízes do conflito, que invariavelmente incluem défices de governação, abusos de direitos humanos e contestação de recursos", afirmou, em comunicado, a ministra das Relações Internacionais e Cooperação da África do Sul, após um encontro com jornalistas em Pretória.


A governante sul-africana, que falava sobre as relações diplomáticas de Pretória na região e no mundo nos últimos 12 meses, adiantou que a recente cimeira da União Africana (UA), presidida pela África do Sul, "decidiu que o papel dos interesses estrangeiros nos conflitos necessita de maior atenção".


"Dito isto, e apesar do impacto negativo da pandemia de covid-19, o continente [africano] ainda apresenta enormes oportunidades económicas para investidores internacionais e sul-africanos, particularmente nos setores da mineração, agricultura e agronegócio, telecomunicações, infraestruturas, hotelaria e turismo", frisou Naledi Pandor.


"É importante maximizar essas oportunidades, pois a construção da economia regional é um fator chave para a paz e a estabilidade", adiantou.


Além de Cabo Delgado, a governante sul-africana destacou também as situações da Líbia, da região do Sahel, do Sudão do Sul e da República Democrática do Congo, onde, disse, "há demasiadas pessoas a viverem em situação de instabilidade, violência e conflito".


A violência armada em Cabo Delgado, onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado de África, para a exploração de gás natural, está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 560 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.


LUSA – 14.12.2020

[6:52 AM, 12/15/2020] Nhachote: Atacantes mataram quatro pessoas no posto administrativo de Chai.



Pelo menos até sábado, contava-se que quatro pessoas, residentes na sede do posto administrativo de Chai, Distrito de Macomia, Centro de Cabo Delgado, perderam a vida, depois de um grupo armando que se acredita serem insurgêntes atacar a região na última sexta-feira.


Uma das vítimas foi meu padrasto e foi encontrado num esconderijo nas proximidades de Chai, contou um deslocado de Macomia, hoje residente da cidade de Pemba, que comentou que os atacantes ficaram até sábado e podem ter feito muitas mortes.


Dentre as vítimas mortais, existe um casal que igualmente foi encontrado num esconderijo, nas matas de Chai-sede.


Este foi o segundo ataque na mesma semana, que igualmente deixou a vila de…

[6:52 AM, 12/15/2020] Nhachote: Os detalhes do ataque a Mute/Palma.



Parte da população de mute já não está naquela aldeia. O ataque da semana passada, obrigou alguns populares a dirigir-se a vila de Palma, um dos lugares considerado seguro por enquanto naquele Distrito onde decorrem os projectos para a exploração do gás da bacia do rovuma.


Os detalhes em nosso poder, que vem de quem falou com os deslocados na vila de Palma, indicam que os insurgentes escalaram a aldeia por duas vezes. Na primeira tentativa, os insurgentes foram repelidos pelas forças de defesa e segurança e estes recuaram, parte dos bens que tinham se apoderado, não conseguiram levarr, eis a razão da circulação da notícia segundo a qual as FDS repeliram a invasão terrorista em Mute, um região próxima de Afungi.


De acordo com as mesmas fontes, depois da retirada das FDS, por pensarem que ja tinha feito recuar os atacantes, estes ( os insurgentes) regressam mais outra vez, ficando até quando quiseram e saíram.


Dizem as fontes, não quiseram matar as pessoas, nem perseguiram nos esconderijos, mas devido a esta permanecia do tempo suficiente, algumas pessoas foram obrigadas a ir a pé a vila de Palma.


No entanto, os ataques a Mute e Pundanhar muito recentemente, não deixam de ser grande preocupação para os residentes da vila de Palma, que a pesar da presença das FDS, ainda alegadamente sentem-se inseguros.


Recentemente, uma das posições militares, na vila de Palma, lançou uma arma pesada de forma acidental, tendo caído numa zona residencial e cujos estilhaços feriram três pessoas e depois foram atendidas no hospital distrital de Palma.


No fim de semana, circularam informações dando conta que o ministro da defesa fez uma visita a Palma, para saudar a bravura das FDS que impediram o ataque a aldeia Mute. (Moz24h)

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