Ataques: Afectados pela violência armada em Cabo Delgado sobem para 162 mil


Segundo um documento do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC), sobre a situação humanitária da província, “a maior parte dos afectados está localizada nos distritos de Macomia [29 mil], Mocímboa da Praia [26 mil] e Quissanga [15 mil]", estando os restantes distribuídos entre 14 outros distritos.

Dos 162 mil afectados, 40 mil saíram das zonas consideradas de risco, maioritariamente situadas mais para o norte da província, e estão a receber assistência humanitária na cidade de Pemba, a capital provincial.

O Programa Mundial de Alimentação (PMA) prevê assistir mais de 84 mil pessoas nos distritos do Ibo, Macomia, Mocímboa da Praia, Nangade, Palma, Quissanga, Mueda e Metuge.

De acordo com o INGC, é necessário assegurar a assistência humanitária para um período mínimo de seis meses na região e "mobilizar recursos adicionais para a estabilização da vida dos deslocados internos".

A última actualização sobre a província data de fevereiro e colocava a província como a com um total de 156 mil pessoas afectadas pela violência armada, que opõem as forças governamentais e grupos armados desde Outubro de 2017.

Os ataques de grupos armados são classificados por organizações internacionais como uma ameaça terrorista e já tiraram a vida de, pelo menos, 350 pessoas.

No final de Março, as vilas de Mocímboa da Praia e Quissanga foram invadidas por um grupo, que destruiu várias infraestruturas e içou a sua bandeira num quartel das Forças de Defesa e Segurança de Moçambique.

Na ocasião, num vídeo distribuído na Internet, um alegado militante 'jihadista' justificou os ataques de grupos armados no norte de Moçambique com o objectiva de impor uma lei islâmica na região. (Lusa)

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