As suspeitas das FDS


O Comando Conjunto das FDS em Cabo Delgado informou à 1ª Comissão que algumas agências humanitárias solicitam, com frequência, informações vitais e de grande impacto no teatro das operações. O Comando diz que desconhece o interesse por detrás desses pedidos, por isso evita facultar as informações por serem confidenciais e sensíveis à exposição pública. O relatório da 1ª Comissão não indica, contudo, que tipo de informações terão sido solicitadas pelas agências humanitárias, o que torna difícil ajuizar as suspeitas das FDS. Em Sofala, o Comando Conjunto das FDS suspeita que alguns deputados da Renamo e outros membros seniores do partido estejam a apoiar as acções da autoproclamada Junta Militar, liderada por Mariano Nhongo. Em Janeiro deste ano, a Procuradoria-Geral da República ouviu três deputados da Renamo (José Manteigas, António Muchanga e Ivone Soares) e o antigo secretário-geral do partido (Manuel Bissopo) por suspeitas de terem ligações com a Junta Militar, o braço armado dissidente que protagoniza ataques contra civis em Manica e Sofala. Lembrar que os deputados da Renamo não integraram a missão de averiguação de averiguação da situação dos direitos humanos nas zonas de conflitos por entender que a Comissão Permanente da Assembleia da República não tem competência para conferir aquele mandato à 1ª Comissão. A Renamo defende que, para melhor averiguação da situação dos direitos humanos nas zonas de conflitos, deveria ser criada uma Comissão Parlamentar de Inquérito que pudesse ter poderes amplos em relação à comissão de especialidade (CDD)

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